Classificação ASA: Entenda o Risco Cirúrgico Anestésico

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Na classificação da American Society of Anethesiology (ASA) de avaliação do estado clínico para risco cirúrgico, o paciente que apresenta doença sistêmica grave que resulta em debilidade funcional não incapacitante corresponde ao tipo:

Alternativas

  1. A) I
  2. B) II
  3. C) III
  4. D) IV
  5. E) V

Pérola Clínica

ASA III = doença sistêmica grave com debilidade funcional, mas não incapacitante.

Resumo-Chave

A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para determinar o risco anestésico-cirúrgico. ASA III indica a presença de uma doença sistêmica grave que causa debilidade funcional, mas não é incapacitante, como diabetes mellitus mal controlado, hipertensão grave, DPOC moderado, angina pectoris estável ou infarto prévio.

Contexto Educacional

A classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) é um sistema amplamente utilizado para avaliar o estado físico de um paciente antes de um procedimento cirúrgico, fornecendo uma estimativa do risco anestésico-cirúrgico. É uma ferramenta essencial na avaliação pré-operatória, auxiliando anestesiologistas e cirurgiões no planejamento e na comunicação dos riscos aos pacientes. A escala varia de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral). A classificação ASA III descreve um paciente com doença sistêmica grave que resulta em debilidade funcional, mas não é incapacitante. Exemplos comuns incluem diabetes mellitus mal controlado, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada, angina pectoris estável, infarto do miocárdio prévio (>6 meses) ou acidente vascular cerebral prévio. Esses pacientes apresentam limitações em suas atividades diárias, mas ainda conseguem realizar tarefas básicas. A correta aplicação da classificação ASA é crucial para a segurança do paciente. Ela influencia a escolha da técnica anestésica, a necessidade de monitorização intensiva e a decisão sobre a realização de cirurgias eletivas. Embora seja uma ferramenta subjetiva, a padronização dos critérios ajuda a prever a morbimortalidade perioperatória e a otimizar o manejo do paciente no período pré, intra e pós-operatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para classificar um paciente como ASA III?

Um paciente ASA III possui uma doença sistêmica grave que causa debilidade funcional, mas não é incapacitante. Exemplos incluem diabetes mellitus mal controlado, hipertensão arterial grave, angina pectoris estável ou DPOC moderado.

Qual a diferença entre um paciente ASA II e ASA III?

ASA II refere-se a um paciente com doença sistêmica leve, sem limitação funcional (ex: hipertensão ou diabetes controlado). ASA III envolve doença sistêmica grave com debilidade funcional, mas sem incapacitação, indicando maior risco.

Por que a classificação ASA é importante na avaliação pré-operatória?

A classificação ASA é fundamental para estratificar o risco anestésico-cirúrgico, auxiliar na tomada de decisão sobre a cirurgia, planejar a abordagem anestésica e informar o paciente sobre os riscos envolvidos, otimizando a segurança.

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