HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Paciente de 51 anos, masculino, vai ser submetido a colecistectomia videolaparoscópica eletiva devido a colelitíase. É portador de HAS, sem outras comorbidades, e apresenta mal controle da PA (170x90 no momento da consulta), apesar do uso de losartana, hidroclorotiazida e anlodipino. Pela classificação de risco cirúrgico, o paciente é classificado como:
HAS mal controlada com múltiplas drogas → ASA III, risco sistêmico grave.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente para cirurgia. Hipertensão arterial sistêmica (HAS) mal controlada, apesar de múltiplos medicamentos, indica uma doença sistêmica grave e descompensada, classificando o paciente como ASA III.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-operatória, utilizada para estratificar o risco anestésico-cirúrgico de pacientes. Ela categoriza o estado físico do paciente em seis classes, de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral). Essa classificação auxilia na tomada de decisões clínicas, na comunicação entre a equipe médica e na previsão de desfechos perioperatórios, sendo um componente essencial da segurança do paciente em cirurgia. No caso apresentado, o paciente possui Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) mal controlada, evidenciada pela pressão arterial de 170x90 mmHg, apesar do uso de três anti-hipertensivos. Uma doença sistêmica grave e descompensada, como a HAS mal controlada, enquadra o paciente na classe ASA III. Esta classe indica que o paciente possui uma doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante, e que representa um risco substancial para a cirurgia. A avaliação pré-operatória detalhada é crucial para otimizar o estado de saúde do paciente antes da cirurgia eletiva. Em pacientes com HAS mal controlada, o objetivo é estabilizar a pressão arterial para reduzir os riscos cardiovasculares perioperatórios. A classificação ASA III implica em um risco aumentado de complicações e exige um planejamento anestésico e cirúrgico mais cuidadoso, com monitorização intensiva e manejo proativo de potenciais intercorrências.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema de estratificação de risco que avalia o estado físico do paciente antes da cirurgia. Ela varia de ASA I (paciente saudável) a ASA VI (paciente com morte cerebral), indicando a gravidade das doenças sistêmicas e o risco anestésico-cirúrgico.
Um paciente é classificado como ASA III quando possui uma doença sistêmica grave que limita a atividade, mas não é incapacitante. Exemplos incluem diabetes mellitus mal controlado, hipertensão arterial sistêmica grave e mal controlada, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, angina estável ou infarto do miocárdio antigo.
O controle adequado da pressão arterial antes de uma cirurgia eletiva é crucial para reduzir o risco de eventos cardiovasculares perioperatórios, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Hipertensão mal controlada aumenta a instabilidade hemodinâmica durante a anestesia e a cirurgia.
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