Artrite Idiopática Juvenil: Classificação e Manejo

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022

Enunciado

A Artrite Idiopatica Juvenil (AIJ) é a doença reumatica crônica mais frequente na faixa etária pediátrica. É um processo inflamatório crônico, autoimune e com manifestações extra-articulares que variam de acordo com o tipo de início. Sobre os tipos de início, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Na artrite poliarticular com fator reumatoide positivo, a artrite se encontra em 4 ou mais articulações, sendo o fator reumatoide positivo em 2 dosagens com intervalos de 3 meses durante os 6 primeiros meses da doença.
  2. B) O início oligoarticular pode ser descrito em duas categorias distintas, sendo elas a oligoarticular persistente, que não atinge mais de 4 articulações no curso da doença e oligoarticular estendida, quando compromete mais de 4 articulações na evolução.
  3. C) Na artrite poliarticular com fator reumatoide negativo, encontramos características clínicas semelhantes a artrite reumatoide do adulto, com maior risco de evolução para erosão ossea e incapacidade funcional.
  4. D) Independente da forma de início, o tratamento será o mesmo, visando a rápida remissão da artrite e de suas manifestações extra-articulares, previnindo o aparecimento de deformidades secundárias, atofia muscular e a osteoporose. 

Pérola Clínica

AIJ oligoarticular: persistente (<4 articulações) vs. estendida (>4 articulações na evolução).

Resumo-Chave

A classificação da AIJ é crucial para o prognóstico e manejo. A forma oligoarticular, embora inicialmente menos grave, pode estender-se e exigir monitoramento mais rigoroso, especialmente para uveíte.

Contexto Educacional

A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) representa a doença reumática crônica mais prevalente na infância, caracterizada por inflamação articular persistente de causa autoimune. Sua classificação, baseada nas manifestações clínicas nos primeiros seis meses da doença, é fundamental para guiar o prognóstico e a estratégia terapêutica, sendo um tópico recorrente em provas de residência e crucial para a prática pediátrica. A forma oligoarticular, que afeta até quatro articulações, é a mais comum e subdivide-se em persistente (mantém-se com até quatro articulações) e estendida (compromete mais de quatro articulações após os seis meses iniciais). A distinção é vital, pois a forma estendida pode ter um curso mais agressivo e a oligoarticular, especialmente a persistente, está associada a um risco elevado de uveíte crônica assintomática, exigindo rastreamento oftalmológico regular. O tratamento da AIJ visa a remissão da doença, prevenção de danos articulares e melhora da qualidade de vida. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides, metotrexato e, mais recentemente, terapias biológicas direcionadas. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo reumatologistas pediátricos, oftalmologistas e fisioterapeutas, para abordar tanto as manifestações articulares quanto as extra-articulares e prevenir sequelas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de início da Artrite Idiopática Juvenil?

A AIJ é classificada em sete tipos principais, incluindo oligoarticular, poliarticular (FR+ e FR-), sistêmica, psoriásica, relacionada à entesite e indiferenciada, baseando-se nas características clínicas nos primeiros seis meses da doença.

Qual a diferença entre AIJ oligoarticular persistente e estendida?

A AIJ oligoarticular persistente afeta até quatro articulações durante todo o curso da doença, enquanto a estendida começa com até quatro articulações, mas compromete mais de quatro articulações após os primeiros seis meses.

Quais as manifestações extra-articulares mais comuns na AIJ?

As manifestações extra-articulares variam por tipo, mas incluem uveíte (comum na oligoarticular), febre, rash, serosite e linfadenopatia (na sistêmica), e entesite (na relacionada à entesite).

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