FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Com relação ao afogamento, assinale a alternativa correta.
Hospitalização é recomendada para todos os pacientes com afogamento grau 2 a 6, devido ao risco de complicações pulmonares tardias.
A classificação do afogamento por graus (de 1 a 6) é essencial para guiar a conduta e o prognóstico. Pacientes com afogamento grau 2 ou superior, que apresentam sintomas respiratórios como tosse persistente, taquipneia ou hipoxemia, têm risco aumentado de complicações pulmonares tardias, como edema agudo de pulmão, e necessitam de observação hospitalar.
O afogamento é uma causa significativa de morbimortalidade global, e seu manejo adequado é crucial na emergência. A classificação por graus é uma ferramenta padronizada que auxilia na avaliação da gravidade e na tomada de decisões terapêuticas. Essa classificação considera a presença de sintomas respiratórios, nível de consciência e necessidade de reanimação, variando de casos leves (grau 1) a parada cardiorrespiratória (grau 6). A fisiopatologia do afogamento envolve a aspiração de líquido para as vias aéreas, resultando em laringoespasmo, hipoxemia, acidose e disfunção pulmonar. Mesmo em casos de afogamento 'seco' (sem aspiração significativa), o laringoespasmo pode levar à hipóxia. A hospitalização é uma recomendação chave para pacientes com afogamento grau 2 ou superior, pois o risco de edema agudo de pulmão e outras complicações respiratórias pode se manifestar tardiamente, exigindo monitoramento e intervenção precoce. O tratamento varia conforme o grau, mas geralmente inclui suporte ventilatório, oxigenoterapia, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos, e tratamento de complicações como pneumonia por aspiração. A prevenção é a medida mais eficaz contra o afogamento, mas o conhecimento do manejo agudo é vital para residentes e profissionais de emergência, visando otimizar o prognóstico e reduzir a mortalidade.
Os graus de afogamento variam de 1 (tosse leve, sem espuma na boca/nariz) a 6 (parada cardiorrespiratória). Graus mais elevados indicam maior gravidade e risco de complicações, exigindo intervenções mais intensivas e hospitalização.
Pacientes com afogamento grau 2 ou superior apresentam risco de desenvolver complicações pulmonares tardias, como edema agudo de pulmão, pneumonia por aspiração ou síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), que podem se manifestar horas após o evento inicial.
Pacientes com afogamento grau 1 (apenas tosse leve) geralmente podem ser liberados após um período de observação de 2 a 4 horas, desde que não desenvolvam outros sintomas. Oxigenoterapia não é obrigatória, mas pode ser considerada se houver hipoxemia.
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