Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Homem de 32 anos sofreu acidente de automóvel, em alta velocidade, há cerca de 40 minutos. Encaminhado ao pronto atendimento pelo SAMU referindo dor abdominal. Apresenta-se orientado, contactante, hidratado e corado. Vias aéreas pérvias, FR: 18 mpm, FC: 93 bpm, PA 130 x 80 mmHg. Palpação torácica e ausculta pulmonar normais. Abdômen plano, muito doloroso à palpação do flanco direito, onde há hematoma na parede. Descompressão brusca é negativa, apesar da dor abdominal. Após medidas clínicas iniciais, paciente foi encaminhado à tomografia de abdômen com contraste endovenoso, a qual revelou laceração no córtex renal direito com profundidade parenquimatosa menor que 1 cm sem extravasa- mento urinário. Em relação a esse achado tomográfico, qual o grau do trauma renal e qual a conduta inicial mais adequada?
Trauma renal grau II = laceração cortical < 1 cm sem extravasamento → conduta conservadora.
A classificação do trauma renal pela AAST (American Association for the Surgery of Trauma) é crucial para guiar a conduta. Lacerações corticais menores que 1 cm, sem extravasamento urinário ou lesão vascular, são tipicamente classificadas como Grau II e manejadas de forma conservadora, com monitorização rigorosa.
O trauma renal é uma lesão comum em traumas abdominais fechados, frequentemente associado a acidentes automobilísticos. A avaliação inicial deve focar na estabilidade hemodinâmica do paciente. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem padrão-ouro para classificar a extensão da lesão renal e guiar a conduta. A classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para lesões renais varia de Grau I (contusão ou hematoma subcapsular não expansivo) a Grau V (rim avulsionado ou lesão vascular pedicular). Lacerações corticais com profundidade menor que 1 cm sem extravasamento urinário são classificadas como Grau II. A conduta inicial para traumas renais de baixo grau (I, II e III) em pacientes hemodinamicamente estáveis é predominantemente conservadora, com monitorização rigorosa. A intervenção cirúrgica é reservada para instabilidade hemodinâmica persistente, lesões vasculares maiores, extravasamento urinário significativo ou lesões de alto grau (IV e V) que não respondem ao manejo conservador.
Trauma renal Grau II inclui hematoma perirrenal não expansivo confinado ao retroperitônio e laceração cortical com profundidade menor que 1 cm, sem extravasamento urinário.
A conduta conservadora é indicada para a maioria dos traumas renais de graus I, II e III, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e não haja lesões vasculares maiores ou extravasamento urinário significativo.
O manejo conservador envolve repouso no leito, monitorização hemodinâmica rigorosa, controle da dor, hidratação e acompanhamento da função renal e do hematócrito, com exames de imagem seriados se necessário.
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