Classificação AAST: Trauma Pancreático e Lesão Ductal

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com a Associação Americana para a Cirurgia do Trauma, a transecção distal do pâncreas ou lesão de seu parênquima com lesão ductal é classificada como uma lesão de grau:

Alternativas

  1. A) II.
  2. B) III.
  3. C) IV.
  4. D) V.

Pérola Clínica

Lesão de parênquima pancreático com ruptura do ducto principal distal = Grau III.

Resumo-Chave

A classificação da AAST para trauma pancreático define a conduta: lesões Grau III envolvem o ducto principal à esquerda da veia mesentérica superior, geralmente exigindo pancreatectomia distal.

Contexto Educacional

O manejo do trauma pancreático é um dos maiores desafios na cirurgia do trauma devido à localização retroperitoneal do órgão e ao potencial corrosivo das enzimas exócrinas. A classificação AAST padroniza a gravidade: Graus I e II são lesões menores sem ducto; Grau III envolve ducto distal; Grau IV envolve ducto proximal/cabeça; e Grau V é a destruição total da cabeça. O diagnóstico da lesão ductal pode ser feito por TC com contraste, CPRE ou exploração intraoperatória.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o Grau III da AAST no trauma pancreático?

O Grau III da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é definido por uma transecção distal do pâncreas ou uma lesão parenquimatosa profunda que envolve obrigatoriamente a lesão do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). Para ser classificada como Grau III, essa lesão deve ocorrer à esquerda da veia mesentérica superior (VMS) ou da aorta, caracterizando uma lesão no corpo ou cauda do órgão.

Qual a diferença entre as lesões de Grau II e Grau III no pâncreas?

A diferença fundamental reside na integridade do ducto pancreático principal. No Grau II, ocorre uma laceração maior ou contusão do parênquima, mas sem evidência de lesão ductal. No Grau III, há confirmação ou alta suspeita de ruptura do ducto principal. Essa distinção é crítica, pois lesões Grau II podem frequentemente ser tratadas de forma conservadora ou com drenagem, enquanto o Grau III geralmente requer intervenção cirúrgica (pancreatectomia distal).

Como as lesões de Grau IV e V se diferenciam das demais?

As lesões de Grau IV e V são consideradas as mais graves e envolvem a cabeça do pâncreas (à direita da VMS). O Grau IV refere-se a uma transecção proximal ou lesão parenquimatosa envolvendo a ampola de Vater ou o ducto biliar comum. O Grau V é a desarticulação massiva da cabeça do pâncreas (duodenopancreatectomia traumática), frequentemente associada a lesões vasculares graves e alta mortalidade.

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