Trauma Esplênico: Classificação AAST e Conduta

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 23 anos sofreu um acidente automobilístico com trauma contuso abdominal importante. Foi admitido no serviço de emergência com frequência cardíaca de 122, pressão arterial de 70 x 40 mmHg e frequência respiratória de 35ipm. Em relação ao manejo desse paciente e aos conhecimentos médicos correlacionados, julgue o item a seguir.Caso o paciente apresente lesão esplênica com laceração envolvendo vasos hilares e desvascularização importante, maior que 25% do baço, pode-se classificar essa lesão como grau III.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Lesão de vasos hilares com desvascularização > 25% do baço = Grau IV (AAST).

Resumo-Chave

A classificação AAST para trauma esplênico define lesões com envolvimento de vasos hilares e desvascularização significativa como Grau IV, não Grau III.

Contexto Educacional

O baço é o órgão sólido mais comumente lesionado em traumas abdominais contusos, como acidentes automobilísticos. A escala da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é a ferramenta padrão para graduar essas lesões, variando de I (leve) a V (pulverização esplênica ou lesão hilar total). O manejo moderno do trauma esplênico prioriza o tratamento não operatório (TNO) em pacientes hemodinamicamente estáveis, mesmo em graus elevados (III ou IV), desde que haja monitorização intensiva e disponibilidade de angioembolização. No entanto, a descrição de lesão de vasos hilares com desvascularização > 25% enquadra-se estritamente no Grau IV, tornando a questão incorreta ao classificá-la como Grau III.

Perguntas Frequentes

O que define uma lesão esplênica Grau IV na escala AAST?

Uma lesão Grau IV é caracterizada por qualquer laceração que envolva vasos segmentares ou hilares, resultando em uma desvascularização de mais de 25% do parênquima esplênico. É uma lesão grave que frequentemente indica a necessidade de intervenção, seja cirúrgica ou por angioembolização, dependendo da estabilidade hemodinâmica do paciente.

Qual a diferença entre Grau III e Grau IV no trauma de baço?

O Grau III envolve lacerações do parênquima maiores que 3 cm de profundidade ou hematomas subcapsulares que ocupam mais de 50% da área de superfície. O Grau IV é um salto de gravidade, pois atinge a vascularização principal (vasos hilares ou segmentares), comprometendo a viabilidade de grande parte do órgão.

Paciente instável com trauma esplênico deve ir para cirurgia?

Sim. A instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia persistente) que não responde à ressuscitação volêmica inicial em um paciente com trauma abdominal é uma indicação clássica de laparotomia exploradora imediata. Nesses casos, a classificação tomográfica perde a prioridade para a intervenção de controle de danos.

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