Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Uma paciente de dezenove anos de idade foi levada ao pronto-socorro após acidente automobilístico. Feita a avaliação inicial da paciente, foi encaminhada para a realização de uma tomografia de corpo inteiro. Foi identificada uma lesão renal direita de 3 cm, com lesão nos vasos renais e pouco hematoma retroperitoneal. Com base nesse caso hipotético, a classificação radiológica da lesão renal é grau
Lesão renal com comprometimento vascular segmentar ou trombose de vasos renais = Grau IV na classificação AAST.
A classificação da lesão renal segundo a AAST (American Association for the Surgery of Trauma) é crucial para guiar a conduta. A presença de lesão nos vasos renais, mesmo com hematoma retroperitoneal 'pouco', eleva a lesão para Grau IV, indicando comprometimento vascular segmentar ou trombose, que requer atenção especial.
O trauma renal é uma lesão urológica comum em pacientes vítimas de trauma abdominal ou lombar, frequentemente associado a acidentes automobilísticos. A classificação da lesão renal é fundamental para determinar a gravidade e guiar o manejo, sendo a escala da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) a mais utilizada. Essa escala categoriza as lesões de Grau I (contusão) a Grau V (avulsão do pedículo renal ou rim dilacerado). A tomografia computadorizada com contraste é o exame de escolha para o diagnóstico e estadiamento do trauma renal, permitindo a visualização detalhada do parênquima, sistema coletor e vasos renais. A identificação de lesões vasculares, como trombose ou laceração segmentar da artéria ou veia renal, é um achado crítico que eleva a lesão para Grau IV, mesmo que o hematoma retroperitoneal seja pequeno, pois indica um risco significativo de isquemia e perda de função renal. O manejo do trauma renal varia conforme o grau da lesão e a estabilidade hemodinâmica do paciente. Lesões de baixo grau (I-III) são frequentemente manejadas de forma conservadora, enquanto lesões de alto grau (IV-V), especialmente as com comprometimento vascular ou instabilidade hemodinâmica, podem exigir intervenção cirúrgica para reparo, embolização ou, em último caso, nefrectomia. O conhecimento aprofundado dessa classificação é essencial para residentes na tomada de decisões clínicas e cirúrgicas.
Uma lesão renal é classificada como Grau IV quando há laceração do parênquima que se estende ao sistema coletor com extravasamento urinário, ou quando há lesão vascular segmentar renal (trombose da artéria ou veia renal segmentar) com ou sem infarto associado.
A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem padrão ouro para avaliar o trauma renal, pois permite identificar a extensão da lesão parenquimatosa, a presença de extravasamento urinário, hematomas perirrenais e retroperitoneais, e, crucialmente, o comprometimento vascular, auxiliando na graduação da lesão.
A classificação da lesão renal guia a conduta, que pode variar desde o manejo conservador para graus mais baixos (I-III) até a necessidade de intervenção cirúrgica (exploração, reparo vascular, nefrectomia) para graus mais altos (IV-V), especialmente em casos de instabilidade hemodinâmica ou lesões vasculares significativas.
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