HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Lesão esplênica em trauma abdominal demonstrado na figura abaixo, classifica-se como:
Lesão esplênica Grau III AAST → laceração > 3 cm ou hematoma subcapsular > 50% ou intraparenquimatoso > 5 cm.
A classificação das lesões esplênicas pelo AAST (American Association for the Surgery of Trauma) é crucial para guiar o manejo, que pode variar de observação não operatória a esplenectomia. O Grau III indica uma lesão de moderada gravidade, geralmente requerendo atenção hospitalar e monitoramento rigoroso.
A classificação das lesões esplênicas em trauma abdominal é um pilar fundamental na cirurgia do trauma, essencial para residentes e cirurgiões. O baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado em traumas abdominais fechados, e sua lesão pode variar de contusões leves a rupturas graves com hemorragia maciça. A compreensão da escala da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é crucial para a avaliação e o manejo adequados. A escala AAST classifica as lesões esplênicas de Grau I a V, com base em critérios como tamanho do hematoma subcapsular, profundidade da laceração, presença de hematoma intraparenquimatoso e envolvimento vascular. O Grau III, por exemplo, indica lacerações mais profundas ou hematomas maiores, que podem exigir uma abordagem mais agressiva do que lesões de baixo grau. A decisão entre manejo não operatório (MNO) e cirurgia depende da estabilidade hemodinâmica do paciente, do grau da lesão e da presença de outras lesões associadas. O manejo do trauma esplênico visa preservar o baço sempre que possível, devido à sua função imunológica. No entanto, em casos de instabilidade hemodinâmica, lesões de alto grau com sangramento ativo ou falha do MNO, a esplenectomia ou esplenorrafia podem ser necessárias. A monitorização rigorosa, exames de imagem seriados e a pronta intervenção são vitais para otimizar os resultados e minimizar complicações como hemorragia tardia ou sepse pós-esplenectomia.
Uma lesão esplênica Grau III pela AAST é caracterizada por laceração com profundidade maior que 3 cm, hematoma subcapsular > 50% da superfície ou hematoma intraparenquimatoso > 5 cm.
A classificação AAST é fundamental para padronizar a avaliação da gravidade das lesões esplênicas, auxiliando na tomada de decisão sobre o manejo (conservador ou cirúrgico) e na comparação de resultados entre diferentes centros.
As principais complicações incluem hemorragia ativa, choque hipovolêmico, formação de pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas e, a longo prazo, sepse pós-esplenectomia se o baço for removido.
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