Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Entregador de pizza vem ao pronto atendimento referindo trauma por colisão da bicicleta com o poste há 24h. Apresenta dor abdominal em epigástrio. Realizada TC de abdome com duplo contraste que evidenciou lesão em 2 porções duodenais. De acordo com a American Association for the Surgery of trauma, esta lesão é do grau:
Lesão duodenal em 2 porções (sem desvascularização ou lesão pancreática) = AAST Grau II.
A American Association for the Surgery of Trauma (AAST) classifica as lesões duodenais em graus. Uma lesão que envolve duas porções do duodeno, sem desvascularização ou lesão pancreática associada, é classificada como Grau II. É crucial conhecer essa classificação para padronizar a descrição das lesões e guiar o manejo cirúrgico.
O trauma duodenal é uma lesão relativamente rara, mas potencialmente grave, que pode ocorrer tanto em traumas abdominais fechados quanto penetrantes. Sua localização retroperitoneal e a complexidade anatômica do duodeno tornam seu diagnóstico desafiador e o manejo complexo. A dor epigástrica e sinais de irritação peritoneal são indicativos de suspeita. A classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para lesões duodenais é uma ferramenta essencial para padronizar a avaliação e guiar o tratamento. Ela categoriza as lesões de Grau I a V, baseando-se na extensão do hematoma, profundidade da laceração, número de porções duodenais envolvidas, presença de desvascularização e lesão da cabeça do pâncreas. Uma lesão em duas porções duodenais, sem outros agravantes, se enquadra no Grau II. O diagnóstico é frequentemente realizado por tomografia computadorizada de abdome com contraste, que pode revelar hematomas intramurais, extravasamento de contraste ou ar retroperitoneal. O tratamento varia desde o manejo não operatório para lesões de baixo grau (hematomas) até reparos primários, exclusão pilórica ou procedimentos mais complexos para lesões de alto grau. O reconhecimento precoce e a classificação correta são cruciais para otimizar os resultados e minimizar complicações.
A classificação AAST padroniza a descrição das lesões, permitindo uma comunicação clara entre os profissionais e auxiliando na tomada de decisão sobre o manejo, que pode variar desde observação até cirurgias complexas, dependendo do grau da lesão.
Grau I envolve hematoma intramural em uma porção do duodeno ou laceração parcial sem perfuração. Grau II inclui hematoma intramural em mais de uma porção ou laceração com perfuração < 50% da circunferência em uma porção do duodeno.
A TC com contraste é fundamental para identificar lesões duodenais, como hematomas intramurais, extravasamento de contraste (indicando perfuração) e lesões associadas a outros órgãos. Ela permite a visualização das porções duodenais afetadas e ajuda a determinar o grau da lesão.
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