Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2024
Você está acompanhando o parto de uma gestante hígida, de 28 anos de idade, que está com 38 semanas de idade gestacional. Foi uma gestação sem intercorrências e o parto ocorreu por via vaginal. Nota-se que a circulação placentária está preservada, sem descolamento prematuro de placenta, placenta prévia ou rotura ou prolapso ou no verdadeiro de cordão. Você ficou responsável pelo campleamento do cordão umbilical. Seguindo as recomendações das Diretrizes de Reanimação Neonatal da SBP, o clampeamento tardio do cordão (acima de 60 segundos) poderá ser realizado se o recém-nascido:
Clampeamento tardio do cordão (>60s) em RN vigoroso: respirando/chorando E tônus em flexão.
O clampeamento tardio do cordão umbilical é recomendado para recém-nascidos a termo e pré-termo vigorosos, pois permite a transfusão placentária, aumentando o volume sanguíneo e os estoques de ferro do bebê, sem aumentar o risco de icterícia significativa.
O clampeamento do cordão umbilical é um momento crítico no manejo do recém-nascido, e as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para Reanimação Neonatal enfatizam a importância do clampeamento tardio em recém-nascidos vigorosos. Essa prática, que consiste em aguardar pelo menos 60 segundos (ou até o fim das pulsações do cordão) antes de clampear, permite uma transfusão placentária significativa. Os critérios para um recém-nascido ser considerado vigoroso e, portanto, apto ao clampeamento tardio, são claros: o bebê deve estar respirando ou chorando espontaneamente e apresentar bom tônus muscular (em flexão). A frequência cardíaca acima de 100 bpm também é um indicador de vitalidade. Se qualquer um desses critérios não for atendido, o clampeamento deve ser precoce para permitir o início imediato das manobras de reanimação. Os benefícios do clampeamento tardio são bem estabelecidos e incluem um aumento do volume sanguíneo do recém-nascido em até 30%, o que melhora os estoques de ferro e reduz o risco de anemia na infância. Em prematuros, há evidências de menor incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. É fundamental que o profissional de saúde esteja apto a avaliar rapidamente a vitalidade do recém-nascido para decidir a melhor conduta, garantindo a segurança e o bem-estar do bebê.
Um recém-nascido é considerado vigoroso se estiver respirando ou chorando, apresentar bom tônus muscular (em flexão) e ter frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto.
Os benefícios incluem aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, melhora dos estoques de ferro, redução da necessidade de transfusão sanguínea e menor incidência de hemorragia intraventricular em prematuros.
O clampeamento tardio é contraindicado em situações de emergência neonatal que exigem reanimação imediata, como asfixia grave, ou em casos de descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo e prolapso de cordão.
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