Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Um recém-nascido sexo feminino de 40 semanas de idade gestacional nasceu por parto vaginal. O bebê chorou forte e apresentou movimentos ativos tão logo foi extraído da mãe. Neste caso, qual é o tempo mínimo recomendado para realizar o clampeamento do cordão umbilical?
RN a termo vigoroso → Clampeamento tardio do cordão umbilical por ≥ 60 segundos.
O clampeamento tardio do cordão umbilical, geralmente após 60 segundos ou até a cessação das pulsações, é recomendado para recém-nascidos a termo e vigorosos. Essa prática permite a transfusão placentária de sangue, trazendo benefícios significativos como a redução da anemia e melhora dos estoques de ferro no lactente.
O momento do clampeamento do cordão umbilical é uma decisão clínica importante no momento do parto, com implicações significativas para a saúde do recém-nascido. Historicamente, o clampeamento precoce era a norma, mas evidências crescentes têm demonstrado os benefícios do clampeamento tardio, especialmente para recém-nascidos a termo e vigorosos. O clampeamento tardio permite a transfusão de um volume adicional de sangue placentário para o bebê, o que resulta em um aumento do volume sanguíneo, melhora dos níveis de hemoglobina e dos estoques de ferro. Esses benefícios são cruciais para a prevenção da anemia ferropriva, uma condição comum na infância que pode afetar o desenvolvimento cognitivo e motor. As diretrizes atuais de reanimação neonatal e de sociedades de pediatria e obstetrícia recomendam o clampeamento tardio para a maioria dos nascimentos. Para residentes, é fundamental compreender as indicações e contraindicações do clampeamento tardio e precoce. A capacidade de avaliar rapidamente a condição do recém-nascido e tomar a decisão correta sobre o momento do clampeamento é uma habilidade essencial na sala de parto, impactando diretamente a saúde neonatal e o bem-estar a longo prazo da criança.
Os principais benefícios do clampeamento tardio incluem o aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, a melhora dos estoques de ferro nos primeiros meses de vida, a redução da incidência de anemia ferropriva e um melhor desenvolvimento neurológico em longo prazo, especialmente em prematuros.
O clampeamento precoce do cordão umbilical é recomendado em situações específicas, como quando há necessidade de reanimação neonatal imediata e agressiva, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo, ou em casos de infecção materna por HIV ou hepatite B com alta carga viral.
Para recém-nascidos a termo e vigorosos, o tempo mínimo recomendado para o clampeamento tardio do cordão umbilical é de 60 segundos, ou até que as pulsações do cordão cessem. Essa prática permite a passagem de uma quantidade significativa de sangue da placenta para o bebê.
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