PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Ao nascimento, após as primeiras respirações, o clampeamento tardio do cordão facilita a transição hemodinâmica para o ambiente extrauterino ao permitir:
Clampeamento tardio cordão → ↑ retorno venoso coração direito + ↓ resistência vascular sistêmica neonatal.
O clampeamento tardio do cordão umbilical permite a continuidade da transfusão placentária de sangue para o recém-nascido, aumentando o volume sanguíneo e, consequentemente, o retorno venoso ao coração direito, o que facilita a transição hemodinâmica e a adaptação cardiopulmonar.
O clampeamento tardio do cordão umbilical, geralmente definido como a espera de 30 segundos a 3 minutos após o nascimento ou até que as pulsações cessem, é uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades. Essa prática é crucial para a transição hemodinâmica do recém-nascido do ambiente intrauterino para o extrauterino, permitindo uma transfusão placentária de aproximadamente 80-100 mL de sangue. Fisiologicamente, o clampeamento tardio resulta em um aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, o que eleva o retorno venoso ao coração direito. Simultaneamente, com as primeiras respirações e a expansão pulmonar, ocorre uma rápida diminuição da resistência vascular pulmonar, permitindo um maior fluxo sanguíneo para os pulmões. A resistência vascular sistêmica também começa a diminuir à medida que a circulação placentária é gradualmente substituída pela circulação neonatal. Essa otimização do volume sanguíneo e a facilitação das mudanças nas resistências vasculares são fundamentais para a adaptação cardiopulmonar. Os benefícios incluem menor incidência de anemia por deficiência de ferro em crianças a termo e redução da necessidade de transfusões sanguíneas e da incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em prematuros. É uma medida simples com impacto significativo na saúde neonatal.
Os principais benefícios incluem o aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, melhora do retorno venoso ao coração direito, otimização da transição hemodinâmica e redução da incidência de anemia e hemorragia intraventricular em prematuros.
O clampeamento tardio permite que mais sangue placentário seja transferido para o recém-nascido, aumentando o volume sanguíneo e, consequentemente, o retorno venoso ao coração direito.
O clampeamento tardio ocorre enquanto a resistência vascular sistêmica está diminuindo, o que, combinado com o aumento do volume sanguíneo, facilita a adaptação cardiovascular do recém-nascido.
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