SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
O clampeamento tardio do cordão umbilical é uma estratégia recomendada na reanimação neonatal e pode trazer benefícios aos recém-nascidos pré-termo. Conforme as Diretrizes de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (2022), assinale a alternativa que descreve como tal conduta é preconizada.
Clampeamento tardio (≥30s) → RN com boa vitalidade, mesmo pré-termo, para transfusão placentária e ↓ morbidade.
As diretrizes de reanimação neonatal recomendam o clampeamento tardio do cordão umbilical (pelo menos 30 segundos) para recém-nascidos a termo e pré-termo com boa vitalidade ao nascimento. Essa prática aumenta o volume sanguíneo do RN, reduzindo riscos de anemia e hemorragia intraventricular em prematuros.
O clampeamento tardio do cordão umbilical é uma prática que ganhou destaque nas diretrizes de reanimação neonatal, incluindo as da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP 2022), devido aos seus comprovados benefícios. Esta conduta consiste em aguardar um período mínimo antes de clampear o cordão, permitindo a transfusão de sangue da placenta para o recém-nascido. A fisiopatologia por trás dos benefícios reside no aumento do volume sanguíneo do neonato, o que melhora o hematócrito e as reservas de ferro, diminuindo a incidência de anemia na infância. Em recém-nascidos pré-termo, o clampeamento tardio é particularmente benéfico, associado à redução de morbidades graves como hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante, devido à melhor estabilidade hemodinâmica e maior aporte de células-tronco e fatores protetores. Contudo, é crucial ressaltar que o clampeamento tardio é preconizado apenas para neonatos com boa vitalidade ao nascimento, ou seja, aqueles que não necessitam de intervenções de reanimação imediatas (como ventilação com pressão positiva). Nesses casos, a prioridade é iniciar a reanimação o mais rápido possível, e o clampeamento deve ser precoce. O tempo recomendado para o clampeamento tardio é de pelo menos 30 segundos, idealmente entre 30 e 60 segundos.
O clampeamento tardio permite a transfusão de um volume significativo de sangue placentário para o RN, resultando em maior volume sanguíneo, aumento das reservas de ferro, menor risco de anemia e, em prematuros, redução da incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
É contraindicado em situações que exigem reanimação neonatal imediata, como apneia persistente, bradicardia grave, ou quando há preocupação com a integridade da placenta ou do cordão umbilical (ex: descolamento de placenta, placenta prévia sangrante).
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam que o clampeamento tardio seja realizado por pelo menos 30 segundos, idealmente entre 30 e 60 segundos, em recém-nascidos a termo e pré-termo com boa vitalidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo