HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta em relação ao clampeamento:
Clampeamento tardio (1-3 min) em RN vigorosos é recomendado pela OMS, independente da IG, para ↑ volume sanguíneo e ↓ anemia.
A OMS recomenda o clampeamento tardio do cordão umbilical (1 a 3 minutos após o nascimento) para recém-nascidos vigorosos, tanto a termo quanto pré-termo. Essa prática permite a transfusão placentária, aumentando o volume sanguíneo do bebê, melhorando os estoques de ferro e reduzindo a incidência de anemia na infância.
O clampeamento do cordão umbilical é um procedimento rotineiro no nascimento, mas o momento em que é realizado tem implicações significativas para a saúde do recém-nascido. Historicamente, o clampeamento precoce era a norma, mas evidências crescentes têm levado a uma mudança nas recomendações, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades preconizando o clampeamento tardio. O clampeamento tardio, definido como a espera de 1 a 3 minutos após o nascimento (ou até que as pulsações do cordão cessem), permite a "transfusão placentária", onde o sangue continua a fluir da placenta para o bebê. Isso resulta em um aumento do volume sanguíneo do recém-nascido em até 30%, o que se traduz em maiores níveis de hemoglobina e estoques de ferro nos primeiros meses de vida, reduzindo a incidência de anemia por deficiência de ferro. Para recém-nascidos vigorosos, independentemente da idade gestacional (termo ou pré-termo), o clampeamento tardio é a conduta preferencial. Em prematuros, os benefícios são ainda mais notáveis, incluindo menor risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. O clampeamento precoce é reservado para situações específicas, como necessidade de reanimação imediata do recém-nascido não vigoroso ou emergências maternas que exijam intervenção rápida.
O clampeamento tardio aumenta o volume sanguíneo do recém-nascido, melhora os níveis de hemoglobina e os estoques de ferro, reduzindo a incidência de anemia por deficiência de ferro na infância, e pode melhorar o desenvolvimento neuropsicomotor.
O clampeamento precoce é geralmente indicado em situações de emergência materna (ex: hemorragia grave) ou quando o recém-nascido necessita de reanimação imediata e não vigorosa, onde o atraso poderia comprometer a estabilização.
Para recém-nascidos pré-termo vigorosos, a recomendação da OMS também é de clampeamento tardio (1 a 3 minutos), pois os benefícios de maior volume sanguíneo e menos anemia são ainda mais pronunciados neste grupo, reduzindo também o risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
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