ENARE/ENAMED — Prova 2022
Em qual das seguintes situações, pode-se proceder ao clampeamento tardio do cordão umbilical?
Clampeamento tardio do cordão umbilical é seguro e benéfico para prematuros >34 semanas e RN a termo sem intercorrências.
O clampeamento tardio do cordão umbilical (após 1-3 minutos ou até cessar a pulsação) é recomendado para a maioria dos recém-nascidos, incluindo prematuros de 34 semanas ou mais, devido aos benefícios de transfusão placentária, como aumento do volume sanguíneo e redução da necessidade de transfusão em prematuros.
O clampeamento tardio do cordão umbilical, definido como o atraso de 1 a 3 minutos após o nascimento ou até o fim da pulsação do cordão, é uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades. Essa prática permite a transfusão placentária de sangue para o recém-nascido, o que confere múltiplos benefícios, especialmente em prematuros. A compreensão de suas indicações e contraindicações é fundamental na prática obstétrica e neonatal. Os benefícios do clampeamento tardio incluem um aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, melhora dos níveis de hemoglobina e ferritina, e redução do risco de anemia por deficiência de ferro nos primeiros meses de vida. Em recém-nascidos prematuros, essa prática tem demonstrado reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas, diminuir a incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante, e melhorar a estabilidade hemodinâmica. As contraindicações para o clampeamento tardio são situações de emergência que exigem intervenção imediata, como descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo, ou qualquer condição que comprometa gravemente a mãe ou o feto e exija reanimação neonatal imediata. Em prematuros de 34 semanas ou mais, o clampeamento tardio é geralmente seguro e benéfico, sendo a alternativa "Prematuro de 34 semanas" a única que permite essa conduta entre as opções dadas.
Os benefícios incluem maior volume sanguíneo, aumento das reservas de ferro, menor risco de anemia e, em prematuros, redução da necessidade de transfusões sanguíneas e menor incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
É contraindicado em situações de emergência materna ou fetal que exijam intervenção imediata, como descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo, asfixia grave do recém-nascido que necessite de reanimação imediata, ou outras condições que comprometam a estabilidade hemodinâmica.
As diretrizes geralmente recomendam o clampeamento tardio entre 1 a 3 minutos após o nascimento, ou até que a pulsação do cordão cesse, desde que não haja contraindicações.
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