ENARE/ENAMED — Prova 2021
Em qual das seguintes situações está autorizado o clampeamento tardio do cordão umbilical, no atendimento em sala de parto?
Clampeamento tardio do cordão umbilical é indicado em prematuros para ↑ transfusão placentária e ↓ anemia.
O clampeamento tardio do cordão umbilical, geralmente após 1 a 3 minutos ou até cessar a pulsação, é recomendado para prematuros e recém-nascidos a termo saudáveis. Ele permite uma maior transfusão de sangue placentário para o bebê, o que aumenta as reservas de ferro e reduz a incidência de anemia e a necessidade de transfusões sanguíneas, especialmente em prematuros.
O clampeamento do cordão umbilical é um procedimento rotineiro no parto, mas o momento de sua realização tem implicações significativas para a saúde do recém-nascido. O clampeamento tardio, definido como a espera de pelo menos 1 a 3 minutos após o nascimento ou até o fim da pulsação do cordão, tem sido cada vez mais recomendado devido aos seus benefícios, especialmente para prematuros e recém-nascidos a termo saudáveis. Os benefícios do clampeamento tardio incluem uma maior transfusão de sangue placentário para o bebê, o que resulta em aumento do volume sanguíneo, melhora das reservas de ferro e redução da incidência de anemia nos primeiros meses de vida. Em prematuros, essa prática está associada a menor risco de hemorragia intraventricular, enterocolite necrosante e necessidade de transfusões sanguíneas. A fisiopatologia envolve a otimização da volemia e da oxigenação tecidual. Contudo, o clampeamento tardio não é universalmente indicado. Em situações de emergência, como asfixia neonatal grave que requer reanimação imediata, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo ou outras condições que comprometam a estabilidade materno-fetal, o clampeamento precoce pode ser necessário para permitir a intervenção rápida. A decisão deve ser individualizada, ponderando os riscos e benefícios em cada caso.
Os principais benefícios incluem o aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, melhora das reservas de ferro, redução da incidência de anemia e da necessidade de transfusões sanguíneas, especialmente em prematuros, e menor risco de hemorragia intraventricular.
O clampeamento tardio é contraindicado em situações que exigem reanimação imediata do recém-nascido, como asfixia grave, ou em condições maternas que comprometam a hemodinâmica, como descolamento prematuro de placenta ou placenta prévia com sangramento ativo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras diretrizes recomendam o clampeamento tardio entre 1 a 3 minutos após o nascimento, ou até que a pulsação do cordão cesse, desde que o recém-nascido não necessite de reanimação imediata.
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