FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Ao recepcionar um recém-nascido de 39 semanas, por parto normal sem intercorrências, líquido amniótico claro, com bom tônus e choro forte, o residente de pediatria solicitou ao obstetra para realizar clampeamento tardio do cordão umbilical. Tal atitude visa:
Clampeamento tardio do cordão umbilical → ↑ volume sanguíneo placentário para o RN → melhora dos estoques de ferro e índices hematológicos.
O clampeamento tardio do cordão umbilical permite a transfusão de um volume significativo de sangue placentário para o recém-nascido, o que resulta em melhora dos níveis de hemoglobina e dos estoques de ferro nos primeiros meses de vida, reduzindo o risco de anemia ferropriva e seus impactos no desenvolvimento neuropsicomotor.
O clampeamento tardio do cordão umbilical é uma prática recomendada por diversas organizações de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), devido aos seus significativos benefícios para o recém-nascido. Essa prática consiste em aguardar um período de 30 segundos a 3 minutos (ou até o cessar das pulsações) antes de clampear e cortar o cordão, permitindo a passagem de um volume adicional de sangue placentário para o bebê. Os principais benefícios estão relacionados à melhoria dos índices hematológicos. O sangue adicional recebido pelo recém-nascido aumenta os níveis de hemoglobina e, crucialmente, os estoques de ferro, prevenindo a anemia ferropriva nos primeiros meses de vida. A anemia ferropriva na primeira infância está associada a impactos negativos no desenvolvimento cognitivo, motor e comportamental. Portanto, o clampeamento tardio é uma intervenção simples e de baixo custo com um impacto positivo duradouro na saúde infantil. Embora haja um pequeno aumento no risco de icterícia neonatal e policitemia, esses riscos são geralmente leves e manejáveis, e os benefícios a longo prazo superam amplamente essas preocupações na maioria dos recém-nascidos a termo e pré-termo clinicamente estáveis. Residentes em pediatria e obstetrícia devem estar cientes das evidências e diretrizes atuais para promover essa prática sempre que clinicamente apropriado, contribuindo para a saúde e o desenvolvimento ótimos dos recém-nascidos.
O principal benefício é a melhora dos índices hematológicos, como níveis de hemoglobina e estoques de ferro, nos primeiros 3 a 6 meses de vida, reduzindo o risco de anemia ferropriva. Isso contribui para um melhor desenvolvimento neuropsicomotor infantil.
Sim, o clampeamento tardio pode aumentar ligeiramente o risco de icterícia neonatal devido ao maior volume de sangue e, consequentemente, maior carga de bilirrubina. No entanto, esse risco é geralmente leve e manejável, e os benefícios superam os riscos na maioria dos casos.
As diretrizes atuais recomendam o clampeamento tardio do cordão umbilical entre 30 segundos e 3 minutos após o nascimento, ou até que as pulsações do cordão cessem, em recém-nascidos a termo e pré-termo clinicamente estáveis.
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