Atendimento ao RN a Termo: Clampeamento e Contato Pele a Pele

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido a termo (38 semanas de idade gestacional por ultrassonografia precoce), nascido de parto vaginal, com bolsa rota de 2 horas e líquido amniótico claro, demonstrou boa vitalidade, com choro forte e bom tônus muscular. Em relação ao atendimento na sala de parto, assinale a alternativa que contempla a sequência adequada de condutas.

Alternativas

  1. A)  Ordenhar o cordão umbilical, clampeá-lo e posicionar o recém-nascido no colo materno.
  2. B)  Posicionar o recém-nascido junto ao tórax ou abdômen materno coberto com campo aquecido e aguardar 1-3 minutos para clampear o cordão umbilical.
  3. C)  Clampear o cordão umbilical imediatamente, secar e aquecer o recém-nascido, posicionar a via aérea, aspirar narinas e boca e colocá-lo no seio materno.
  4. D)  Clampear o cordão umbilical imediatamente e posicionar o recém-nascido no colo materno.
  5. E)  Clampear o cordão umbilical tardiamente e aspirar a traqueia.

Pérola Clínica

RN a termo, boa vitalidade → contato pele a pele + clampeamento tardio (1-3 min).

Resumo-Chave

Para recém-nascidos a termo com boa vitalidade e líquido amniótico claro, a conduta inicial prioritária é o contato pele a pele imediato com a mãe e o clampeamento tardio do cordão umbilical (1-3 minutos), promovendo estabilidade térmica e benefícios hemodinâmicos.

Contexto Educacional

O atendimento ao recém-nascido na sala de parto é um momento crucial que define o início da vida extrauterina. Para recém-nascidos a termo, com boa vitalidade (choro forte, bom tônus, respiração regular) e líquido amniótico claro, as condutas iniciais visam promover a adaptação fisiológica e o vínculo materno-infantil, minimizando intervenções desnecessárias. As diretrizes atuais preconizam o contato pele a pele imediato com a mãe, coberto com campos aquecidos, para promover a termorregulação, estabilidade glicêmica e iniciar o aleitamento materno precoce. O clampeamento tardio do cordão umbilical, aguardando de 1 a 3 minutos, é recomendado para permitir a transfusão placentária, que otimiza o volume sanguíneo do RN, aumenta as reservas de ferro e reduz a incidência de anemia neonatal, sem aumentar o risco de policitemia ou icterícia significativa. É fundamental que a equipe de saúde esteja atualizada com essas recomendações para garantir o melhor início de vida para o recém-nascido, priorizando a observação e o suporte fisiológico em detrimento de intervenções rotineiras que podem ser prejudiciais.

Perguntas Frequentes

Quais os benefícios do clampeamento tardio do cordão umbilical?

O clampeamento tardio do cordão umbilical (1-3 minutos) permite a transfusão placentária, otimizando o volume sanguíneo do RN, aumentando as reservas de ferro e reduzindo a incidência de anemia neonatal, sem aumentar significativamente o risco de policitemia ou icterícia.

Quando o clampeamento tardio do cordão umbilical é contraindicado?

É contraindicado em situações que exigem reanimação imediata do RN, como asfixia grave, ou em casos de sangramento materno ativo, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento ativo, ou outras condições que comprometam a estabilidade hemodinâmica materna ou fetal.

Qual a importância do contato pele a pele imediato para o recém-nascido?

O contato pele a pele imediato promove a termorregulação do RN, estabiliza a glicemia, facilita o início do aleitamento materno precoce, estimula o vínculo materno-infantil e reduz o estresse do recém-nascido, contribuindo para uma melhor adaptação à vida extrauterina.

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