UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Sobre o clampeamento tardio do cordão umbilical em recém-nascidos maiores que 34 semanas, assinale a alternativa correta.
Clampeamento tardio >34 semanas: ↓ anemia ferropriva (3-6m), ↑ risco de fototerapia na 1ª semana.
O clampeamento tardio do cordão umbilical em recém-nascidos a termo e pré-termo tardios (≥34 semanas) é recomendado por seus benefícios hematológicos, como a redução da anemia ferropriva na infância. Contudo, o aumento do volume sanguíneo placentário transferido pode elevar o risco de hiperbilirrubinemia e, consequentemente, a necessidade de fototerapia na primeira semana de vida.
O clampeamento do cordão umbilical é um procedimento rotineiro no parto, mas o momento de sua realização tem sido objeto de importantes discussões e mudanças nas diretrizes clínicas. O clampeamento tardio, definido geralmente como a espera de 30 a 60 segundos após o nascimento ou até que as pulsações do cordão cessem, tem ganhado destaque devido aos seus benefícios comprovados, especialmente em recém-nascidos a termo e pré-termo tardios (maiores que 34 semanas de idade gestacional). O principal benefício do clampeamento tardio é a transferência de um volume adicional de sangue placentário para o neonato, o que resulta em aumento dos estoques de ferro e uma redução significativa da incidência de anemia ferropriva nos primeiros meses de vida. Este aspecto é particularmente relevante em populações com alta prevalência de deficiência de ferro. No entanto, é fundamental que os residentes e profissionais de saúde estejam cientes de que essa maior transferência de sangue também acarreta um risco aumentado de hiperbilirrubinemia neonatal, que pode exigir fototerapia na primeira semana de vida. Essa é uma complicação manejável, mas que demanda vigilância. Em termos de prática clínica e para provas de residência, é crucial entender as indicações e contraindicações do clampeamento tardio. Ele é geralmente recomendado em nascimentos sem intercorrências, mas deve ser evitado em situações que exigem reanimação imediata do recém-nascido ou quando há comprometimento da circulação placentária. O posicionamento do neonato (geralmente ao nível da placenta ou abaixo) durante o clampeamento tardio também é um detalhe importante a ser considerado para otimizar a transferência sanguínea. Dominar esses conceitos permite uma conduta baseada em evidências, visando o melhor resultado para o binômio mãe-bebê.
Os principais benefícios incluem o aumento do volume sanguíneo do recém-nascido, melhora dos estoques de ferro e redução da incidência de anemia ferropriva na infância (3-6 meses). Em prematuros, também pode reduzir a incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
O principal risco é o aumento da incidência de hiperbilirrubinemia neonatal, que pode levar à necessidade de fototerapia na primeira semana de vida. Outros riscos potenciais, embora menos comuns, incluem policitemia e aumento da viscosidade sanguínea.
O clampeamento tardio não é recomendado em situações de emergência neonatal que exijam reanimação imediata, como asfixia grave, ou quando há suspeita de comprometimento da circulação placentária, como em descolamento prematuro de placenta. Nesses casos, o clampeamento deve ser imediato para permitir a intervenção rápida.
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