SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Gestante com 35 anos de idade, internada em uso de drogas hipotensoras, idade gestacional de 33 semanas e 6 dias evolui com pré-eclâmpsia grave e tem a cesárea indicada. A equipe de neonatologia é avisada do caso e recebe o recém-nascido pré- termo, que após a total extração do corpo materno mostra-se ativo e com choro vigoroso. A melhor conduta para esse caso, dentre as abaixo, é:
RN pré-termo ativo e vigoroso → clampeamento tardio do cordão umbilical (30-60s) e contato pele a pele.
Mesmo em casos de pré-termo, se o recém-nascido nasce ativo e vigoroso, o clampeamento tardio do cordão umbilical (30 a 60 segundos) é recomendado para permitir a transfusão placentária, que traz benefícios como menor risco de anemia e hemorragia intraventricular. O contato pele a pele e o aquecimento são prioridades.
O manejo do recém-nascido pré-termo na sala de parto é um momento crítico que exige decisões rápidas e baseadas em evidências. A 'Golden Hour' neonatal enfatiza a importância das intervenções nos primeiros 60 minutos de vida para otimizar os resultados, especialmente em prematuros. Historicamente, o clampeamento imediato do cordão umbilical era a norma. No entanto, estudos recentes e diretrizes de reanimação neonatal têm enfatizado os benefícios do clampeamento tardio (30 a 60 segundos) para recém-nascidos a termo e pré-termo vigorosos. Essa prática permite a transfusão placentária, aumentando o volume sanguíneo do bebê, melhorando a estabilidade hemodinâmica e reduzindo a incidência de anemia e hemorragia intraventricular, especialmente em prematuros. Para residentes, é crucial saber diferenciar as situações em que o clampeamento tardio é seguro e benéfico daquelas em que a reanimação imediata exige o clampeamento precoce. A prioridade é sempre a estabilização do recém-nascido, mas, quando possível, o clampeamento tardio deve ser incentivado, juntamente com o contato pele a pele e o aquecimento, para promover uma transição neonatal mais fisiológica e segura.
O clampeamento tardio aumenta o volume sanguíneo do RN, reduzindo o risco de anemia, necessidade de transfusão e hemorragia intraventricular, além de melhorar a estabilidade hemodinâmica e reduzir a incidência de enterocolite necrosante.
Geralmente, o clampeamento tardio é realizado entre 30 a 60 segundos após o nascimento, desde que o recém-nascido esteja vigoroso, respirando ou chorando, e não necessite de reanimação imediata.
O clampeamento imediato é indicado em casos de asfixia grave que requer reanimação imediata, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia sangrante, ou outras condições que comprometam a estabilidade materno-fetal e exijam intervenção urgente.
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