UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
O nascimento de um neonato com 36 semanas de idade gestacional ocorreu via parto vaginal, sem necessidade de fórceps. A evolução do parto transcorreu dentro da normalidade. O recém-nascido foi posicionado sobre o ventre materno, tendo apresentado cianose, choro forte e tônus adequado. Diante do quadro, deve-se realizar o clampeamento do cordão umbilical
Prematuro vigoroso (≥34 semanas) → clampeamento tardio do cordão (30-60 segundos) para transfusão placentária.
Em recém-nascidos prematuros (≥34 semanas) que nascem vigorosos (choro forte, tônus adequado, sem necessidade de reanimação imediata), o clampeamento do cordão umbilical deve ser postergado por 30 a 60 segundos. Isso permite a transfusão placentária, que traz benefícios como redução da necessidade de transfusão sanguínea e menor incidência de hemorragia intraventricular.
O clampeamento do cordão umbilical é um momento crucial no manejo do recém-nascido. As diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da American Academy of Pediatrics (AAP) recomendam o clampeamento tardio do cordão umbilical em recém-nascidos a termo e prematuros vigorosos, ou seja, aqueles que nascem com boa vitalidade, respirando ou chorando, com bom tônus muscular e sem necessidade de reanimação imediata. Esta prática permite a transfusão placentária, que otimiza o volume sanguíneo do bebê. Para prematuros, especificamente aqueles com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas e que nascem vigorosos, o clampeamento tardio (entre 30 e 60 segundos após o nascimento) é fortemente recomendado. Os benefícios incluem a redução da necessidade de transfusões sanguíneas, menor incidência de anemia, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. A cianose presente no cenário da questão, acompanhada de choro forte e tônus adequado, é fisiológica e não contraindica o clampeamento tardio, indicando um bebê vigoroso. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam essas recomendações para otimizar o cuidado neonatal. O clampeamento imediato do cordão deve ser reservado para situações em que o recém-nascido necessita de reanimação imediata ou em casos de risco materno significativo. A decisão deve ser baseada na avaliação da vitalidade do bebê ao nascer, e não apenas na idade gestacional.
Um recém-nascido prematuro é considerado vigoroso se apresentar choro ou respiração efetiva, tônus muscular adequado e ausência de palidez ou cianose central grave. A idade gestacional mínima para considerar o clampeamento tardio é geralmente de 34 semanas, conforme as diretrizes atuais.
Os principais benefícios incluem a redução da necessidade de transfusões sanguíneas, menor incidência de anemia no período neonatal, menor risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. Isso se deve à maior transfusão de sangue da placenta para o bebê, aumentando o volume sanguíneo e os estoques de ferro.
O clampeamento imediato é indicado em situações de emergência que exijam reanimação neonatal imediata, como asfixia grave, bradicardia persistente, ausência de respiração ou choro, ou quando há risco materno, como descolamento prematuro de placenta, placenta prévia sangrante ou rotura uterina.
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