PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Pediatra é chamado para acompanhar parto de mão sabidamente hipertensa, que fez o controle pré-natal com uso de medicação adequada aos níveis pressóricos, com bom controle, com (38) semanas de gestação. Foi detectado, durante o período expulsivo, liquido amniótico meconial espesso. Ao chegar, ele avalia que o recém-nascido apresenta, logo após o parto vaginal, frequência cardíaca de 110bpm ritmo respiratório regular (choro forte) Nesse momento, a conduta que se mostra MAIS ADEQUADA é:
RN vigoroso com mecônio → clampeamento tardio do cordão umbilical e cuidados de rotina.
Em recém-nascidos com líquido amniótico meconial, a conduta depende da vitalidade do bebê. Se o RN é vigoroso (choro forte, boa frequência cardíaca, bom tônus), não há indicação de aspiração de vias aéreas ou outras intervenções agressivas, e o clampeamento tardio do cordão é benéfico.
A presença de líquido amniótico meconial é uma intercorrência comum no parto, mas a conduta no recém-nascido (RN) evoluiu significativamente. Anteriormente, a aspiração de vias aéreas era rotineira, mas as diretrizes atuais enfatizam uma abordagem individualizada baseada na vitalidade do RN. Um RN é considerado vigoroso se apresentar choro forte, respiração regular, bom tônus muscular e frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto. Para o RN vigoroso, mesmo na presença de mecônio, a conduta é a de rotina, incluindo o clampeamento tardio do cordão umbilical. O clampeamento tardio, que consiste em aguardar pelo menos um minuto ou até o cordão parar de pulsar, é benéfico para o bebê, pois permite a transfusão placentária de sangue, aumentando os estoques de ferro e reduzindo o risco de anemia. Não há indicação para aspiração de orofaringe ou traqueia em RN vigorosos, pois essa prática não demonstrou benefício e pode causar complicações. Em contraste, se o RN não for vigoroso, a reanimação neonatal deve ser iniciada imediatamente, seguindo os passos preconizados pelas diretrizes. Nesses casos, a aspiração de mecônio pode ser considerada se houver evidência de obstrução das vias aéreas. A avaliação rápida e precisa da vitalidade do RN é fundamental para determinar a conduta mais adequada e garantir o melhor prognóstico.
O clampeamento tardio do cordão umbilical (após 1 a 3 minutos ou até parar de pulsar) é recomendado para todos os recém-nascidos a termo e pré-termo que não necessitam de reanimação imediata. Ele promove a transfusão placentária, aumentando os estoques de ferro e reduzindo a incidência de anemia.
A conduta inicial depende da vitalidade do recém-nascido. Se o RN é vigoroso (choro forte, respiração regular, tônus muscular bom, FC > 100 bpm), os cuidados são os de rotina, incluindo clampeamento tardio. Se não for vigoroso, deve-se proceder à reanimação conforme as diretrizes, podendo incluir aspiração traqueal se houver obstrução.
A aspiração de vias aéreas em recém-nascidos vigorosos com mecônio não demonstrou benefício e pode causar bradicardia, laringoespasmo e lesão da mucosa. As diretrizes atuais desencorajam essa prática, priorizando a observação e intervenção apenas se houver sinais de obstrução ou não vigor.
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