IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Acerca do clampeamento tardio do cordão umbilical na sala de parto, assinale a alternativa correta:
Clampeamento tardio cordão umbilical em RN pré-termo ↓ risco de hemorragia intracraniana e enterocolite necrosante.
O clampeamento tardio do cordão umbilical (geralmente 30-60 segundos após o nascimento) é uma prática recomendada para recém-nascidos a termo e pré-termo. Em prematuros, ele promove uma transfusão placentária significativa, aumentando o volume sanguíneo e melhorando a perfusão de órgãos vitais, o que comprovadamente reduz a incidência de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
O clampeamento tardio do cordão umbilical refere-se à prática de postergar o clampeamento por um período de 30 a 60 segundos (ou até o cessar das pulsações) após o nascimento, em vez de realizá-lo imediatamente. Essa prática permite a transfusão de um volume significativo de sangue da placenta para o recém-nascido, com importantes implicações clínicas. Em recém-nascidos pré-termo, o clampeamento tardio é particularmente benéfico. Ele aumenta o volume sanguíneo circulante, melhora a perfusão de órgãos vitais e está associado a uma redução na incidência de hemorragia intraventricular (hemorragia intracraniana) e enterocolite necrosante, duas das morbidades mais graves da prematuridade. Embora geralmente seguro e benéfico, o clampeamento tardio pode ser contraindicado em situações de emergência que exigem reanimação neonatal imediata e eficaz, onde cada segundo é crucial para iniciar a ventilação. A decisão deve ser individualizada, considerando o estado do recém-nascido e a capacidade da equipe de reanimação.
O clampeamento tardio aumenta o volume sanguíneo do RN, melhora os níveis de hemoglobina, reduz a necessidade de transfusões e, em prematuros, diminui a incidência de hemorragia intracraniana e enterocolite necrosante.
Sim, o clampeamento tardio é especialmente recomendado para recém-nascidos pré-termo, pois oferece benefícios significativos na redução de morbidades importantes como a hemorragia intraventricular e a enterocolite necrosante.
O clampeamento tardio pode ser contraindicado em situações que exigem reanimação neonatal imediata e eficaz, como asfixia grave ao nascer, ou em casos de sangramento materno excessivo que justifique o clampeamento precoce.
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