HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
De acordo com as últimas diretrizes do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (2022], considere as seguintes afirmativas:I - Para o recém-nascido com idade gestacional < 34 semanas, que nasceu com boa vitalidade, recomenda-se clampear o cordão umbilical com 1 a 3 minutos após o nascimentoII - O clampeamento tardio do cordão umbilical em prematuros que nascem com boa vitalidade resulta na melhora de parâmetros hematológicos na primeira semana de vida, além da melhora da estabilidade cardiovascular.III- A ordenha do cordão umbilical tem se mostrado benéfica e segura como alternativa ao clampeamento tardio no recém-nascido prematuro que não apresenta boa vitalidade ao nascimento.IV- Para recém-nascidos com idade gestacional ≥ 34 semanas com boa vitalidade ao nascer, o clampeamento tardio do cordão umbilical se mostrou benéfico quanto à concentração de hemoglobina nas primeiras 24 horas de vida e à de ferritina até 3 a 6 meses de idade pós-natal.Assinale a alternativa correta:
Clampeamento tardio (1-3 min) em RNs ≥ 34 semanas com boa vitalidade melhora Hb e ferritina; em prematuros com boa vitalidade, melhora parâmetros hematológicos e estabilidade cardiovascular.
As diretrizes de reanimação neonatal enfatizam o clampeamento tardio do cordão umbilical para recém-nascidos com boa vitalidade, tanto a termo quanto prematuros. Este procedimento é benéfico para a transição cardiorrespiratória e para os estoques de ferro, mas não deve atrasar a reanimação em bebês que nascem sem boa vitalidade.
As diretrizes do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) de 2022 fornecem orientações cruciais sobre o clampeamento do cordão umbilical, um procedimento que impacta diretamente a transição cardiorrespiratória e o bem-estar neonatal. O clampeamento tardio, geralmente entre 1 e 3 minutos após o nascimento, é recomendado para recém-nascidos a termo e prematuros com boa vitalidade, devido aos seus benefícios fisiológicos. Para recém-nascidos a termo (≥ 34 semanas) com boa vitalidade, o clampeamento tardio demonstrou melhorar os parâmetros hematológicos, como a concentração de hemoglobina nas primeiras 24 horas e os estoques de ferritina nos primeiros meses de vida, contribuindo para a prevenção da anemia por deficiência de ferro. Em prematuros (< 34 semanas) que nascem com boa vitalidade, o clampeamento tardio também resulta em melhora de parâmetros hematológicos e maior estabilidade cardiovascular, embora o tempo ideal possa ser mais curto (30 a 60 segundos) e a decisão deve considerar o contexto clínico. É fundamental ressaltar que o clampeamento tardio não deve atrasar o início da reanimação em recém-nascidos que não apresentam boa vitalidade. Nesses casos, o clampeamento imediato é prioritário para permitir a rápida intervenção. A ordenha do cordão umbilical, embora estudada, não é atualmente recomendada como alternativa ao clampeamento tardio, especialmente em prematuros sem boa vitalidade, devido à falta de evidências robustas de segurança e eficácia.
Para recém-nascidos a termo com boa vitalidade, o clampeamento tardio do cordão umbilical (1 a 3 minutos) resulta em maior concentração de hemoglobina nas primeiras 24 horas de vida e melhores estoques de ferritina até 3 a 6 meses de idade pós-natal, reduzindo o risco de anemia por deficiência de ferro.
O clampeamento imediato do cordão umbilical é indicado quando o recém-nascido não apresenta boa vitalidade ao nascimento e necessita de reanimação imediata. Nesses casos, a prioridade é iniciar as manobras de reanimação sem atrasos.
As diretrizes atuais da SBP (2022) não recomendam a ordenha do cordão umbilical como alternativa ao clampeamento tardio em prematuros, especialmente naqueles que não apresentam boa vitalidade. A segurança e os benefícios da ordenha ainda são objeto de estudo e não há consenso para sua recomendação rotineira.
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