Clampeamento Tardio do Cordão em RN Pré-Termo Vigoroso

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Após a extração completa de um recém-nascido com 34 semanas e 2 dias, ele começa a chorar e apresenta tônus muscular em flexão. Em relação ao atendimento desse recém-nascido em sala de parto, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Caso o líquido amniótico seja meconial, recomenda-se o clampeamento imediato do cordão para avaliação em berço aquecido.
  2. B) Deve realizar o estímulo tátil no dorso, de modo delicado e no máximo duas vezes antes do clampeamento imediato do cordão.
  3. C) Devido à idade gestacional e condições de nascimento, recomenda-se a ordenha de cordão antes de seu clampeamento.
  4. D) Como apresenta boa vitalidade, o clampeamento do cordão deve ocorrer no mínimo 60 segundos após o nascimento.
  5. E) Devido à prematuridade, recomenda-se o clampeamento do cordão com 30 segundos.

Pérola Clínica

RN pré-termo com boa vitalidade → clampeamento tardio do cordão (≥ 60 segundos).

Resumo-Chave

Recém-nascidos pré-termo, mesmo que prematuros, se apresentarem boa vitalidade (chorando, tônus em flexão), devem ter o clampeamento do cordão umbilical postergado por pelo menos 60 segundos. O clampeamento tardio traz benefícios como maior volume sanguíneo, menos transfusões, menor risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.

Contexto Educacional

O atendimento ao recém-nascido na sala de parto é um momento crítico, especialmente para os pré-termos. As diretrizes de reanimação neonatal enfatizam a avaliação rápida da vitalidade para determinar a necessidade de intervenções. Recém-nascidos pré-termo, mesmo que com idade gestacional limítrofe, se apresentarem boa vitalidade, devem ser manejados de forma a otimizar sua transição para a vida extrauterina, minimizando riscos. Uma das condutas mais importantes para recém-nascidos pré-termo vigorosos é o clampeamento tardio do cordão umbilical, que consiste em aguardar pelo menos 60 segundos (e idealmente até 3 minutos) antes de clampear o cordão. Essa prática permite a transfusão de um volume significativo de sangue placentário para o bebê, resultando em benefícios como aumento do volume sanguíneo, melhora da pressão arterial, redução da necessidade de transfusões e diminuição do risco de complicações graves como hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. É crucial que os profissionais de saúde saibam diferenciar um RN vigoroso de um não vigoroso para aplicar a conduta correta. Em casos de boa vitalidade, o clampeamento tardio é a recomendação padrão, enquanto em RNs que necessitam de reanimação imediata, o clampeamento precoce pode ser necessário para iniciar as manobras. O domínio dessas diretrizes é essencial para a prática segura e eficaz na neonatologia, garantindo melhores desfechos para os prematuros.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais benefícios do clampeamento tardio do cordão para recém-nascidos pré-termo?

Os benefícios incluem maior volume sanguíneo, redução da necessidade de transfusões, menor incidência de hemorragia intraventricular, menor risco de enterocolite necrosante e melhor estabilidade hemodinâmica e pressão arterial.

Qual a conduta para um recém-nascido pré-termo com boa vitalidade na sala de parto?

Para um RN pré-termo com boa vitalidade (chorando, respirando, tônus em flexão), a conduta inicial inclui manter aquecido, secar e posicionar, e realizar o clampeamento tardio do cordão (após 60 segundos), permitindo a transfusão placentária.

Em que situações o clampeamento tardio do cordão é contraindicado?

O clampeamento tardio é contraindicado em situações de emergência materna que exijam intervenção imediata, ou quando o recém-nascido não apresenta boa vitalidade e necessita de reanimação imediata, como ventilação com pressão positiva.

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