Reanimação Neonatal: Clampeamento do Cordão em RN Não Vigoroso

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma gestante com 32 anos de idade, segunda gestação e segundo parto, com 39 semanas de idade gestacional, evolui para parto vaginal, após a observação de desacelerações nos batimentos cardíacos fetais, nos 40 minutos que antecederam o nascimento. Recém-nascido hipotônico e sem movimentos respiratórios. Nesse caso, acerca do cuidado e clampeamento do cordão, deve-se realizar

Alternativas

  1. A) O clampeamento imediato do cordão, sugerindo-se realizar manobra delicada de estímulo tátil no dorso, no máximo 2 vezes, antes do clampeamento, não retardando o início da reanimação.
  2. B) Manobra delicada de estímulo tátil no dorso, no máximo 2 vezes, e aguardar 60 segundos para clampear o cordão, uma vez que se demonstra vantagem na hemoglobina e na resposta às manobras de reanimação.
  3. C) A ordenha do cordão (10 cm) e realizar manobra delicada de estímulo tátil no dorso, ambos apenas uma vez e clampear imediatamente o cordão.
  4. D) O clampeamento do cordão após 60 segundos, sem estímulos, uma vez que se demonstra vantagem na hemoglobina e na resposta às manobras de reanimação.
  5. E) A ordenha do cordão (10 cm), duas vezes, e clampear a seguir, o que garante um melhor aporte de hemoglobina e não retarda o início da reanimação.

Pérola Clínica

RN hipotônico/sem respiração → clampeamento imediato cordão + reanimação neonatal (estímulo tátil breve antes).

Resumo-Chave

Em recém-nascidos que não nascem vigorosos (hipotônicos, sem movimentos respiratórios), o clampeamento imediato do cordão umbilical é a conduta correta para permitir o início rápido das manobras de reanimação, priorizando a ventilação e oxigenação. Estímulos táteis breves podem ser tentados antes do clampeamento, mas sem atrasar a reanimação.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais realizados nos primeiros minutos de vida para auxiliar recém-nascidos que não estabelecem uma respiração e circulação adequadas. A "hora de ouro" neonatal enfatiza a importância de intervenções rápidas e eficazes. A asfixia perinatal, indicada por desacelerações dos batimentos cardíacos fetais e um recém-nascido hipotônico e sem movimentos respiratórios, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A fisiopatologia da asfixia perinatal leva à depressão cardiorrespiratória, com hipóxia e acidose. Nesses casos, a prioridade é restabelecer a ventilação pulmonar e a oxigenação. O clampeamento do cordão umbilical é um ponto crucial. Enquanto o clampeamento tardio pode trazer benefícios em recém-nascidos vigorosos (maior volume sanguíneo, hemoglobina), em recém-nascidos não vigorosos, a prioridade é o início imediato da reanimação. A conduta para o recém-nascido não vigoroso, conforme as diretrizes de reanimação neonatal, é o clampeamento imediato do cordão umbilical para permitir que o bebê seja levado para a mesa de reanimação. Estímulos táteis delicados no dorso podem ser tentados por no máximo duas vezes antes do clampeamento, mas sem atrasar o início da ventilação com pressão positiva, se necessária. O prognóstico depende da rapidez e eficácia das manobras de reanimação.

Perguntas Frequentes

Quando o clampeamento imediato do cordão umbilical é indicado em recém-nascidos?

O clampeamento imediato do cordão é indicado em recém-nascidos que não nascem vigorosos, ou seja, hipotônicos, sem movimentos respiratórios ou com choro fraco, para permitir o início rápido das manobras de reanimação neonatal, focando na ventilação.

Qual a importância do estímulo tátil no recém-nascido não vigoroso?

O estímulo tátil (ex: fricção no dorso ou plantas dos pés) pode ser tentado brevemente (no máximo duas vezes) para estimular a respiração. Se não houver resposta imediata, a ventilação com pressão positiva deve ser iniciada sem demora.

Quais são os primeiros passos da reanimação neonatal em um RN não vigoroso?

Os primeiros passos incluem posicionar a cabeça, aspirar vias aéreas se necessário, secar o bebê, prover calor, e realizar estímulo tátil. Se após esses passos o bebê permanecer hipotônico ou sem respiração efetiva, deve-se iniciar a ventilação com pressão positiva.

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