HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta sobre o clampeamento do cordão umbilical:
Momento ideal clampeamento cordão: ainda em debate, sem consenso sobre melhor parâmetro.
O clampeamento do cordão umbilical é um tema de constante revisão, com evidências crescentes a favor do clampeamento tardio para a maioria dos recém-nascidos, devido aos benefícios da transfusão placentária. Contudo, o tempo exato e os parâmetros ideais para decidir o momento, especialmente em cenários de reanimação, ainda são objeto de pesquisa e não há um consenso universalmente aceito.
O clampeamento do cordão umbilical é um procedimento rotineiro no nascimento, mas o momento ideal tem sido objeto de intensa pesquisa e debate nas últimas décadas. A decisão entre clampeamento precoce e tardio impacta diretamente o volume sanguíneo do recém-nascido e seus estoques de ferro, com implicações para a saúde neonatal, especialmente em prematuros. A importância clínica reside em otimizar a transição cardiorrespiratória e prevenir complicações como anemia e hemorragia intraventricular. Historicamente, o clampeamento precoce era a norma, mas evidências crescentes demonstraram os benefícios do clampeamento tardio (geralmente entre 1 a 3 minutos após o nascimento ou até a cessação das pulsações do cordão). Esses benefícios incluem maior volume sanguíneo, aumento dos níveis de hemoglobina e estoques de ferro, e redução da necessidade de transfusões em prematuros. Contudo, em situações de reanimação neonatal, a logística do clampeamento tardio pode ser complexa, e a prioridade é a estabilização do bebê. As diretrizes atuais, como as da OMS e da SBP, recomendam o clampeamento tardio para a maioria dos recém-nascidos a termo e pré-termo que não necessitam de reanimação imediata. Para aqueles que precisam de reanimação, a discussão ainda persiste sobre o melhor momento e a viabilidade de iniciar a reanimação com o cordão intacto. A pesquisa continua para definir os parâmetros mais adequados para guiar essa decisão crucial, equilibrando os benefícios da transfusão placentária com a necessidade de intervenção imediata.
O clampeamento tardio permite a transfusão placentária, aumentando o volume sanguíneo do recém-nascido, os estoques de ferro e reduzindo o risco de anemia e hemorragia intraventricular em prematuros.
O clampeamento precoce é geralmente reservado para situações de emergência materna (ex: hemorragia grave) ou quando há preocupação com a integridade do cordão, embora as diretrizes atuais busquem minimizar essa prática.
Em recém-nascidos que necessitam de reanimação, o clampeamento tardio pode ser desafiador. As diretrizes recentes sugerem que, se possível, a reanimação inicial seja realizada com o cordão intacto, mas a prioridade é a estabilização do bebê.
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