HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
No recém-nascido, o clampeamento do cordão promove em termos hemodinâmicos:
Clampeamento do cordão umbilical → ↑ Resistência Vascular Sistêmica (RVS) no RN.
O clampeamento do cordão umbilical remove a placenta, que é um leito vascular de baixa resistência. Com a interrupção do fluxo sanguíneo placentário, a resistência vascular sistêmica do recém-nascido aumenta abruptamente, o que é um passo fundamental na transição da circulação fetal para a neonatal.
A transição da circulação fetal para a neonatal é um dos eventos fisiológicos mais complexos e cruciais após o nascimento. O clampeamento do cordão umbilical é um marco fundamental nesse processo, desencadeando uma série de alterações hemodinâmicas que permitem ao recém-nascido adaptar-se à vida extrauterina. A compreensão desses mecanismos é essencial para a avaliação e manejo de recém-nascidos, especialmente aqueles com dificuldades de adaptação. Na circulação fetal, a placenta atua como um leito vascular de baixa resistência, e o sangue oxigenado da mãe chega ao feto através da veia umbilical. Os pulmões fetais, não funcionais para a troca gasosa, apresentam alta resistência vascular pulmonar, e a maior parte do sangue é desviada através do forame oval e do ducto arterioso. O clampeamento do cordão umbilical remove a placenta da circulação, resultando em um aumento abrupto da resistência vascular sistêmica (RVS). Esse aumento da RVS, combinado com a diminuição da resistência vascular pulmonar (RVP) que ocorre com a primeira respiração e a expansão pulmonar, altera os gradientes de pressão no coração. A pressão no átrio esquerdo torna-se maior que no direito, levando ao fechamento funcional do forame oval. A elevação da PaO2 e a diminuição das prostaglandinas contribuem para o fechamento do ducto arterioso. Essas mudanças são vitais para estabelecer a circulação pulmonar e sistêmica independentes, garantindo a oxigenação adequada dos tecidos do recém-nascido.
O clampeamento do cordão umbilical remove o leito vascular placentário de baixa resistência, resultando em um aumento significativo da resistência vascular sistêmica (RVS) no recém-nascido.
O clampeamento do cordão aumenta a RVS, enquanto a primeira respiração e a expansão pulmonar diminuem a resistência vascular pulmonar (RVP). Essa mudança de pressões leva ao fechamento funcional do forame oval e do ducto arterioso.
A placenta possui uma vasta rede vascular com baixa resistência ao fluxo sanguíneo, permitindo a troca eficiente de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Sua remoção altera drasticamente a carga de trabalho do coração fetal.
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