FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Em relação à infecção por citomegalovírus (CMV) na gestação, assinale a alternativa correta.
CMV na gestação: gestantes soronegativas têm 1-4% de chance de infecção primária, geralmente assintomática, mas com risco fetal.
A infecção primária por citomegalovírus durante a gestação é frequentemente assintomática para a mãe, mas é a principal causa de infecção congênita viral. Gestantes soronegativas são o grupo de risco para adquirir a infecção, sendo crucial a prevenção da exposição para minimizar o risco de transmissão vertical e sequelas fetais.
A infecção por citomegalovírus (CMV) é a causa mais comum de infecção congênita viral no mundo, superando a rubéola e a toxoplasmose. Embora a infecção primária em gestantes seja frequentemente assintomática ou cause sintomas leves e inespecíficos, a transmissão vertical pode ter consequências graves para o feto. Estima-se que 1% a 4% das gestantes soronegativas adquiram a infecção primária durante a gravidez, sendo este o cenário de maior risco para a transmissão congênita e para o desenvolvimento de sequelas fetais. A fisiopatologia da infecção congênita envolve a passagem do vírus da mãe para o feto através da placenta. O risco de transmissão e a gravidade das sequelas fetais são maiores quando a infecção primária materna ocorre no primeiro ou segundo trimestre da gestação. O diagnóstico materno é feito pela sorologia (IgM e IgG) e, em casos de infecção aguda, pela detecção de DNA viral. O diagnóstico fetal pode ser realizado por amniocentese. A reativação do CMV em gestantes soropositivas é menos comum e geralmente associada a um risco menor de sequelas graves para o feto, embora ainda possa ocorrer transmissão. Atualmente, não existe vacina contra o CMV nem tratamento antiviral eficaz e seguro para prevenir a infecção congênita ou tratar o feto in utero. A principal estratégia é a prevenção da infecção primária em gestantes soronegativas, através de medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos, especialmente após contato com urina e saliva de crianças pequenas. O aconselhamento e a educação das gestantes sobre os riscos e as formas de prevenção são cruciais para reduzir a incidência da sífilis congênita. O acompanhamento ultrassonográfico pode identificar sinais de infecção fetal, mas o tratamento antiviral pós-natal (com ganciclovir ou valganciclovir) é reservado para recém-nascidos sintomáticos.
A infecção congênita por CMV pode causar uma série de sequelas fetais, incluindo microcefalia, calcificações intracranianas, surdez neurossensorial, retardo do desenvolvimento psicomotor, hepatoesplenomegalia, icterícia e restrição de crescimento intrauterino. A gravidade varia com o momento da infecção.
As gestantes podem adquirir a infecção primária por CMV através do contato com fluidos corporais infectados, como saliva e urina, frequentemente de crianças pequenas em creches ou em casa. A higiene das mãos é uma medida preventiva importante.
Não, a infecção primária por CMV na gestação é assintomática na maioria das gestantes. Quando há sintomas, eles são geralmente inespecíficos e semelhantes a uma síndrome gripal ou mononucleose-like, como febre, fadiga e mialgia, o que dificulta o diagnóstico clínico.
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