Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Considerando a sorologia para CMV:
Avidez IgG CMV alta no 1º trimestre → infecção pré-concepcional, baixo risco fetal.
A avidez de IgG para CMV é crucial no diagnóstico da infecção primária na gestação. Avidez alta no primeiro trimestre indica infecção pré-concepcional, minimizando o risco de transmissão congênita, enquanto avidez baixa sugere infecção recente.
A infecção por Citomegalovírus (CMV) na gestação é uma das causas mais comuns de infecção congênita, podendo levar a sequelas graves no feto. A prevalência de infecção por CMV é alta, e a maioria das infecções maternas é assintomática, tornando o diagnóstico sorológico fundamental. A correta interpretação dos exames é crucial para o aconselhamento e manejo da gestante. O diagnóstico da infecção primária por CMV na gestação baseia-se na detecção de IgM e IgG. No entanto, a presença de IgM positivo pode persistir por meses após a infecção, dificultando a datação. O teste de avidez de IgG é a ferramenta mais importante para determinar se a infecção é recente (baixa avidez) ou antiga/pré-concepcional (alta avidez), especialmente quando realizado no primeiro trimestre. Se a avidez de IgG for alta no primeiro trimestre, o risco de transmissão vertical e de doença congênita grave é significativamente menor, pois a infecção provavelmente ocorreu antes da concepção. Em casos de infecção primária recente (baixa avidez), o acompanhamento ultrassonográfico fetal e a amniocentese para PCR de CMV são considerados para avaliar o risco de infecção fetal e suas consequências.
Os principais marcadores são IgM e IgG. IgM positivo indica infecção recente, mas pode persistir por meses. IgG positivo indica exposição prévia e imunidade.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Avidez alta no primeiro trimestre sugere infecção pré-concepcional (>3-4 meses), enquanto avidez baixa indica infecção recente (<3-4 meses).
A infecção primária materna, especialmente no primeiro trimestre, confere maior risco de transmissão vertical e sequelas congênitas graves. Infecções pré-concepcionais ou secundárias têm risco menor.
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