UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
O vírus mais relacionado com perdas auditivas congênitas é:
CMV congênito → principal causa infecciosa de perda auditiva neurossensorial não hereditária.
O Citomegalovírus (CMV) é a causa infecciosa mais comum de perda auditiva neurossensorial congênita não hereditária. A infecção congênita por CMV pode ser assintomática ao nascimento, mas as sequelas, como a surdez, podem se manifestar tardiamente.
O Citomegalovírus (CMV) é o agente infeccioso mais comum transmitido verticalmente e a principal causa infecciosa de perda auditiva neurossensorial congênita não hereditária. A infecção congênita por CMV pode resultar em um espectro de manifestações clínicas, desde quadros assintomáticos ao nascimento até doenças graves com sequelas neurológicas e sensoriais permanentes. A prevalência da infecção congênita por CMV é significativa, afetando cerca de 0,2% a 2% de todos os nascidos vivos. A transmissão ocorre intraútero, perinatalmente ou pós-natalmente. Embora a maioria dos recém-nascidos infectados seja assintomática ao nascimento, cerca de 10-15% desenvolverão sequelas a longo prazo, sendo a perda auditiva a mais frequente e debilitante. A surdez pode ser unilateral ou bilateral, de grau variável e, notavelmente, pode ser de início tardio ou progressiva, mesmo em crianças que não apresentavam sintomas ao nascer. O diagnóstico precoce é fundamental para intervenções que possam mitigar as sequelas. A triagem auditiva neonatal é crucial, e a suspeita de CMV congênito deve levar à investigação viral. O tratamento com antivirais como o ganciclovir ou valganciclovir pode ser considerado em casos sintomáticos, especialmente para prevenir a progressão da perda auditiva, embora com potenciais efeitos adversos. A conscientização sobre o CMV congênito é vital para pediatras e obstetras.
As sequelas mais comuns da infecção congênita por CMV incluem perda auditiva neurossensorial, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, microcefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas.
O diagnóstico definitivo é feito pela detecção do DNA viral (PCR) ou cultura do vírus em urina, saliva ou sangue do recém-nascido nas primeiras 3 semanas de vida.
Sim, a perda auditiva neurossensorial associada ao CMV congênito pode ser progressiva e de início tardio, manifestando-se meses ou anos após o nascimento, mesmo em crianças assintomáticas ao nascer.
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