SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
O Citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum em humanos, podendo resultar em sequelas neurossensoriais, especialmente quando adquirida durante a gestação. Considerando os métodos laboratoriais disponíveis para o diagnóstico de infecção congênita por CMV, assinale a alternativa correta:
Diagnóstico de CMV congênito = PCR em saliva ou urina nas primeiras 3 semanas de vida.
A sorologia (IgM) é pouco sensível no RN; o padrão-ouro para diagnóstico de infecção congênita é a detecção viral direta (PCR) em fluidos biológicos logo após o nascimento.
O Citomegalovírus (CMV) é a principal causa de surdez neurossensorial não hereditária em crianças. A maioria dos recém-nascidos infectados é assintomática ao nascimento, o que torna o diagnóstico laboratorial preciso fundamental. A fisiopatologia envolve a replicação viral no sistema nervoso central e na orelha interna. O diagnóstico precoce permite o monitoramento audiológico rigoroso e, em casos selecionados (sintomáticos), o tratamento antiviral para reduzir a progressão da perda auditiva e outras sequelas neurológicas.
A pesquisa de anticorpos IgM no recém-nascido apresenta baixa sensibilidade (muitos bebês infectados são IgM negativos) e pode haver resultados falso-positivos devido ao fator reumatoide ou interferência de anticorpos maternos. Portanto, uma IgM negativa não exclui a infecção e uma positiva requer confirmação por métodos de detecção direta do vírus.
A PCR em saliva é um método rápido, não invasivo e apresenta altíssima sensibilidade e especificidade. É ideal para triagem. No entanto, se o resultado for positivo na saliva, recomenda-se a confirmação na urina para descartar a contaminação da amostra por CMV presente no leite materno, caso a coleta tenha sido feita logo após a amamentação.
Para confirmar que a infecção ocorreu in utero (congênita), a amostra de urina ou saliva deve ser coletada nas primeiras 3 semanas de vida (21 dias). Após esse período, a detecção do vírus pode representar uma infecção adquirida durante o parto ou pelo leite materno, que geralmente não acarretam o mesmo risco de sequelas graves.
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