SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
O diagnóstico diferencial das infecções congênitas é difícil quando não temos quadros clínicos característicos, dependendo de exames laboratoriais de difícil interpretação. No entanto, em algumas situações, achados clínicos mais específicos podem sugerir a etiologia. Assinale a alternativa que poderia sugerir o citomegalovírus como agente etilógico.
CMV congênito = RCIU, microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, perda auditiva, hepatoesplenomegalia.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum e a principal causa não genética de perda auditiva neurossensorial e deficiência intelectual. Seus achados clínicos são inespecíficos, mas a combinação de RCIU, microcefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, coriorretinite e perda auditiva é altamente sugestiva.
As infecções congênitas representam um desafio diagnóstico significativo na neonatologia, pois muitas vezes apresentam quadros clínicos sobrepostos e inespecíficos. O citomegalovírus (CMV) é o agente etiológico mais comum de infecção congênita viral e uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal, sendo fundamental para residentes reconhecerem seus sinais. A infecção congênita por CMV pode variar de assintomática ao nascimento a doença grave e multissistêmica. Os achados clínicos mais sugestivos incluem restrição de crescimento intrauterino (RCIU), microcefalia, calcificações intracranianas (especialmente periventriculares), hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias, trombocitopenia, anemia, coriorretinite e perda auditiva neurossensorial. A presença de múltiplos desses sinais aumenta a probabilidade de CMV. O diagnóstico definitivo é feito pela detecção do vírus (PCR) em urina, saliva ou sangue do recém-nascido nas primeiras 3 semanas de vida. O tratamento com antivirais como o valganciclovir é indicado para recém-nascidos sintomáticos para reduzir o risco de sequelas neurológicas e auditivas. O prognóstico é variável e o acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao risco de sequelas tardias.
Os achados neurológicos mais comuns incluem microcefalia, calcificações intracranianas (especialmente periventriculares), convulsões, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e perda auditiva neurossensorial.
O CMV congênito pode causar coriorretinite, que pode levar a deficiência visual, e é a principal causa infecciosa de perda auditiva neurossensorial unilateral ou bilateral, que pode ser progressiva e de início tardio.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antiviral (ex: valganciclovir) em recém-nascidos sintomáticos, o que pode melhorar os resultados auditivos e neurodesenvolvimento, além de permitir o acompanhamento e intervenções precoces para as sequelas.
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