PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
A complicação tardia da infecção congênita pelo citomegalovírus é a
CMV congênito: surdez neurossensorial é a sequela tardia mais comum.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a causa infecciosa mais comum de deficiência auditiva neurossensorial não hereditária em crianças. Embora possa causar uma série de manifestações ao nascimento (microcefalia, coriorretinite, hepatosplenomegalia), a surdez é a sequela tardia mais frequente e muitas vezes progressiva, podendo se manifestar meses ou anos após o nascimento.
A infecção congênita por citomegalovírus (CMV) é a infecção viral congênita mais comum, com uma prevalência global significativa. Embora a maioria dos bebês infectados seja assintomática ao nascimento, uma parcela considerável desenvolverá sequelas a longo prazo, tornando o CMV congênito uma causa importante de morbidade infantil. O reconhecimento e o acompanhamento dessas complicações são fundamentais para a prática pediátrica. As manifestações clínicas do CMV congênito podem ser divididas em precoces (presentes ao nascimento ou logo após) e tardias. As manifestações precoces incluem microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, hepatosplenomegalia, icterícia e petéquias. No entanto, as sequelas tardias são de grande preocupação, e a surdez neurossensorial é a mais comum e clinicamente impactante, podendo ser unilateral ou bilateral, de leve a profunda, e frequentemente progressiva. Outras sequelas tardias podem incluir atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual, paralisia cerebral, epilepsia e problemas visuais. O diagnóstico precoce da infecção congênita por CMV é crucial para permitir o início do tratamento antiviral em recém-nascidos sintomáticos, que pode mitigar algumas das sequelas. O acompanhamento audiológico e neurodesenvolvimental a longo prazo é essencial para todos os bebês com CMV congênito, mesmo aqueles assintomáticos ao nascimento, devido ao risco de desenvolvimento tardio ou progressão das sequelas.
As manifestações clínicas podem variar de assintomáticas a graves. Ao nascimento, podem incluir microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, hepatosplenomegalia, icterícia, petéquias, restrição de crescimento intrauterino e, em casos graves, hidropsia fetal.
A surdez neurossensorial é a sequela mais comum e debilitante do CMV congênito, afetando até 50% dos bebês sintomáticos e 10-15% dos assintomáticos ao nascimento. Ela pode ser unilateral ou bilateral, de intensidade variável, e frequentemente é progressiva, manifestando-se ou piorando meses a anos após o nascimento, impactando o desenvolvimento da linguagem e cognição.
Sim, o tratamento com antivirais como o valganciclovir pode ser indicado para recém-nascidos com CMV congênito sintomático, especialmente aqueles com envolvimento do sistema nervoso central. O tratamento pode melhorar os resultados auditivos e neurodesenvolvimentais, mas não elimina completamente o risco de sequelas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo