FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Citomegalovirose congênita é a principal hipótese diagnóstica em um recém-nascido portador de hepatoesplenomegalia associada a:
CMV congênito → hepatoesplenomegalia + calcificações intracranianas periventriculares + petéquias.
A citomegalovirose congênita é a infecção congênita viral mais comum e uma das principais causas de deficiência neurológica e auditiva. A tríade clássica inclui hepatoesplenomegalia, icterícia e petéquias, frequentemente associada a calcificações intracranianas periventriculares.
A citomegalovirose congênita (CMV congênito) é a infecção congênita viral mais comum, afetando cerca de 0,2% a 2% dos nascidos vivos. É a principal causa infecciosa de deficiência neurológica e auditiva não hereditária em crianças. A transmissão ocorre in utero, geralmente por reativação viral materna ou infecção primária durante a gestação, sendo esta última associada a maior risco de doença grave. As manifestações clínicas são variadas, desde assintomáticas ao nascimento até doença grave e multissistêmica. Os sinais mais característicos incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias ou púrpura trombocitopênica, microcefalia, restrição de crescimento intrauterino e calcificações intracranianas (tipicamente periventriculares). A surdez neurossensorial é uma sequela comum, podendo ser progressiva e de início tardio. O diagnóstico é confirmado pela detecção do DNA viral em urina ou saliva nas primeiras três semanas de vida. O tratamento com antivirais como o valganciclovir pode ser indicado para recém-nascidos sintomáticos, visando reduzir a progressão da perda auditiva e melhorar o neurodesenvolvimento. O prognóstico varia amplamente, sendo pior em casos sintomáticos graves ao nascimento.
Os sinais clássicos incluem hepatoesplenomegalia, petéquias, icterícia, microcefalia, calcificações intracranianas (especialmente periventriculares) e surdez neurossensorial, variando em gravidade.
A diferenciação envolve a análise do padrão das calcificações intracranianas (periventriculares no CMV, difusas na toxoplasmose), além de outras manifestações específicas como catarata na rubéola e hidrocefalia na toxoplasmose.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antiviral (se indicado) e monitorar complicações a longo prazo, como perda auditiva e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, visando minimizar sequelas.
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