USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 45 anos, traz em consulta o seguinte resultado de citologia oncótica. Considerando o resultado do exame, em quantos meses será necessária nova coleta de citologia oncótica para esta paciente?
Conduta citologia oncótica depende do resultado e idade; 6 meses para certas alterações (ex: ASC-US, LSIL).
O intervalo para nova coleta de citologia oncótica depende do resultado anterior e da idade da paciente. Um intervalo de 6 meses é frequentemente indicado para acompanhamento de certas alterações de baixo grau, como ASC-US ou LSIL, especialmente se o teste de HPV for negativo ou não realizado.
A citologia oncótica, popularmente conhecida como Papanicolau, é o principal método de rastreamento para o câncer de colo uterino e suas lesões precursoras. A interpretação dos resultados e a definição da conduta subsequente são cruciais para a prevenção e o manejo adequado da doença. A frequência do exame e o plano de seguimento variam conforme a idade da paciente, histórico e, principalmente, o resultado da citologia anterior. Para mulheres com citologia normal, o rastreamento geralmente inicia aos 25 anos e é realizado anualmente por dois anos, e se ambos normais, passa a ser a cada três anos até os 64 anos. No entanto, resultados anormais exigem um seguimento mais rigoroso. Um intervalo de 6 meses para nova coleta de citologia é comumente indicado em situações como ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) ou LSIL (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau), especialmente se o teste de HPV for negativo ou não disponível, ou como parte do acompanhamento pós-tratamento de lesões. É fundamental que os profissionais de saúde, incluindo residentes, estejam atualizados com as diretrizes de rastreamento e manejo das alterações citológicas, compreendendo as nuances de cada resultado (ASC-US, LSIL, HSIL, AGC) e as indicações para exames complementares como a colposcopia e o teste de HPV. A conduta individualizada e baseada em evidências é essencial para otimizar a prevenção e o tratamento do câncer de colo uterino.
Para mulheres com resultados normais consecutivos, o rastreamento pode ser feito a cada 3 anos, após dois exames anuais normais, até os 64 anos de idade.
A colposcopia é indicada para resultados como HSIL (lesão intraepitelial escamosa de alto grau), AGC (células glandulares atípicas) ou ASC-H (células escamosas atípicas não podendo excluir HSIL), e em alguns casos de ASC-US ou LSIL persistentes ou com HPV positivo.
ASC-US (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance) indica a presença de células escamosas atípicas cuja causa não pode ser determinada com certeza, exigindo seguimento ou investigação adicional, como teste de HPV ou repetição da citologia.
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