Rastreio Câncer de Colo Uterino: Citologia e HPV

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022

Enunciado

Considerando os métodos de rastreio de neoplasias do colo uterino e as condutas associadas, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os vírus do HPV mais prevalentes no câncer cervical são os das cepas 6 e 11.
  2. B) Nas pacientes com citologia cervicovaginal negativa para malignidade e teste molecular positivo para papilomavírus humano (HPV), está indicada biópsia ampla (conização ou cirurgia de alta frequência).
  3. C) A colposcopia é uma avaliação in situ do colo uterino por meio de um microscópio. Ela utiliza reagentes como formaldeido e ácido tricloroacético para avaliar lesões citopáticas do HPV.
  4. D) A citologia cervicovaginal consiste no método de avaliação das células cervicais descamadas, com predição de lesões precursoras de neoplasia.
  5. E) Aproximadamente 70% da população adulta mundial, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), possui infecção pelo vírus do HPV e a maioria é assintomática.

Pérola Clínica

Citologia cervicovaginal = método de rastreio para lesões precursoras de câncer de colo uterino.

Resumo-Chave

A citologia cervicovaginal (Papanicolau) é o principal método de rastreio para o câncer de colo uterino, pois permite a detecção de alterações celulares precursoras da neoplasia. Essa detecção precoce é fundamental para o tratamento oportuno e a prevenção do desenvolvimento do câncer invasivo, sendo uma ferramenta eficaz na redução da mortalidade.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das estratégias mais bem-sucedidas em saúde pública para a prevenção de neoplasias. A citologia cervicovaginal, conhecida como Papanicolau, é o método padrão ouro, permitindo a detecção de lesões precursoras (displasias) antes que progridam para câncer invasivo. A infecção persistente por tipos de alto risco do Vírus do Papiloma Humano (HPV), principalmente os tipos 16 e 18, é a causa necessária para o desenvolvimento do câncer cervical. A colposcopia é um exame complementar realizado quando há alterações na citologia ou teste de HPV positivo, permitindo a visualização detalhada do colo uterino e a identificação de áreas anormais que podem ser biopsiadas. Durante a colposcopia, são utilizados reagentes como o ácido acético e o lugol (teste de Schiller) para realçar as lesões. A biópsia é fundamental para a confirmação histopatológica do grau da lesão. As condutas variam conforme o resultado da citologia, do teste de HPV e da bióscopia. Lesões de baixo grau podem ser acompanhadas, enquanto lesões de alto grau ou câncer invasivo requerem tratamento, que pode incluir conização, cirurgia de alta frequência (CAF) ou histerectomia. A vacinação contra o HPV é uma medida de prevenção primária crucial, e a educação sobre a importância do rastreamento regular é vital para a saúde da mulher.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de HPV mais associados ao câncer de colo uterino?

Os vírus do HPV mais prevalentes e de alto risco para o câncer cervical são os tipos 16 e 18. Eles são responsáveis pela maioria dos casos de neoplasia cervical e suas lesões precursoras, enquanto os tipos 6 e 11 estão mais associados a verrugas genitais.

Quando a colposcopia está indicada no rastreio do câncer cervical?

A colposcopia está indicada quando há um resultado anormal na citologia cervicovaginal (Papanicolau) ou no teste de HPV de alto risco, para visualizar o colo uterino com magnificação e identificar áreas suspeitas que necessitem de biópsia para confirmação diagnóstica.

Qual a conduta em caso de citologia negativa para malignidade e teste molecular de HPV positivo?

Em pacientes com citologia negativa e teste de HPV positivo, a conduta depende da idade e do genótipo do HPV. Geralmente, não está indicada biópsia ampla imediata. Pode-se optar por repetir a citologia e o teste de HPV em 12 meses ou realizar colposcopia, conforme as diretrizes de rastreamento vigentes.

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