Citologia Cervicovaginal: Achados e Recomendações MS

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

O método de coleta de citologia cervicovaginal permite o rastreio de patologias precursoras de colo uterino. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde para a coleta do preventivo, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se iniciar a coleta do preventivo nas pacientes abaixo de 25 anos de idade, quando a sexarca se inicia antes dos 15 anos de idade.
  2. B) Nas pacientes que apresentam células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US), a colposcopia deve ser imediata, e a biópsia é necessária para complementação diagnóstica.
  3. C) As células gigantes de Tzanck são achados compatíveis com infecções de tricomoníase.
  4. D) A presença de clue cells no esfregaço do preventivo relaciona-se à infecção pela gardenerella e (ou) mobiluncus.
  5. E) As pacientes com lesões de baixo grau (LSIL, ou lesão escamosa de baixo grau) têm indicação de realização de conização ou cirurgia de alça (LEEP) ou cirurgia de alta frequência (CAF).

Pérola Clínica

Clue cells no preventivo → Vaginose bacteriana, geralmente por Gardnerella vaginalis e/ou Mobiluncus.

Resumo-Chave

As "clue cells" são células epiteliais vaginais cobertas por bactérias, classicamente associadas à Gardnerella vaginalis e Mobiluncus, sendo um achado diagnóstico chave para vaginose bacteriana no esfregaço cervicovaginal. É importante reconhecer este achado para o tratamento adequado da infecção.

Contexto Educacional

A citologia cervicovaginal, ou Papanicolau, é um método de rastreamento eficaz para lesões precursoras e câncer de colo uterino. As recomendações do Ministério da Saúde no Brasil orientam o início do rastreamento aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual, com periodicidade anual e, após dois exames normais consecutivos, a cada três anos. É uma ferramenta crucial para a saúde pública. O exame busca identificar alterações celulares que possam indicar infecção por HPV ou lesões pré-malignas. Achados como "clue cells" (células epiteliais com bactérias aderidas) são patognomônicos de vaginose bacteriana, frequentemente causada por Gardnerella vaginalis e/ou Mobiluncus. Outras alterações, como ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) ou LSIL (lesão escamosa intraepitelial de baixo grau), requerem seguimento específico conforme protocolos. A interpretação correta do Papanicolau e a conduta adequada para cada achado são fundamentais. Enquanto as clue cells indicam uma infecção tratável, lesões como LSIL geralmente têm conduta expectante em mulheres jovens, com repetição da citologia, e a conização é reservada para lesões de alto grau ou persistentes. O conhecimento dessas diretrizes é vital para a prática clínica e a prevenção do câncer cervical.

Perguntas Frequentes

O que são clue cells e qual sua importância diagnóstica?

Clue cells são células epiteliais vaginais que têm sua superfície obscurecida por bacilos, principalmente Gardnerella vaginalis. Sua presença no esfregaço cervicovaginal é um critério diagnóstico para vaginose bacteriana.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de ASC-US no Papanicolau?

A colposcopia não é imediata para todos os casos de ASC-US. Geralmente, recomenda-se a repetição da citologia em 6 ou 12 meses, ou a pesquisa de HPV de alto risco. A colposcopia é indicada se o teste de HPV for positivo ou se houver persistência de ASC-US.

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil?

De acordo com o Ministério da Saúde, o rastreamento deve ser iniciado aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual. A periodicidade é anual e, após dois exames normais consecutivos, a cada três anos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo