SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
O método de coleta de citologia cervicovaginal permite o rastreio de patologias precursoras de colo uterino. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde para a coleta do preventivo, assinale a alternativa correta.
Clue cells no preventivo → Vaginose bacteriana, geralmente por Gardnerella vaginalis e/ou Mobiluncus.
As "clue cells" são células epiteliais vaginais cobertas por bactérias, classicamente associadas à Gardnerella vaginalis e Mobiluncus, sendo um achado diagnóstico chave para vaginose bacteriana no esfregaço cervicovaginal. É importante reconhecer este achado para o tratamento adequado da infecção.
A citologia cervicovaginal, ou Papanicolau, é um método de rastreamento eficaz para lesões precursoras e câncer de colo uterino. As recomendações do Ministério da Saúde no Brasil orientam o início do rastreamento aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual, com periodicidade anual e, após dois exames normais consecutivos, a cada três anos. É uma ferramenta crucial para a saúde pública. O exame busca identificar alterações celulares que possam indicar infecção por HPV ou lesões pré-malignas. Achados como "clue cells" (células epiteliais com bactérias aderidas) são patognomônicos de vaginose bacteriana, frequentemente causada por Gardnerella vaginalis e/ou Mobiluncus. Outras alterações, como ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) ou LSIL (lesão escamosa intraepitelial de baixo grau), requerem seguimento específico conforme protocolos. A interpretação correta do Papanicolau e a conduta adequada para cada achado são fundamentais. Enquanto as clue cells indicam uma infecção tratável, lesões como LSIL geralmente têm conduta expectante em mulheres jovens, com repetição da citologia, e a conização é reservada para lesões de alto grau ou persistentes. O conhecimento dessas diretrizes é vital para a prática clínica e a prevenção do câncer cervical.
Clue cells são células epiteliais vaginais que têm sua superfície obscurecida por bacilos, principalmente Gardnerella vaginalis. Sua presença no esfregaço cervicovaginal é um critério diagnóstico para vaginose bacteriana.
A colposcopia não é imediata para todos os casos de ASC-US. Geralmente, recomenda-se a repetição da citologia em 6 ou 12 meses, ou a pesquisa de HPV de alto risco. A colposcopia é indicada se o teste de HPV for positivo ou se houver persistência de ASC-US.
De acordo com o Ministério da Saúde, o rastreamento deve ser iniciado aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual. A periodicidade é anual e, após dois exames normais consecutivos, a cada três anos.
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