AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
A realização de cistoscopia é recomendada em algumas circunstâncias ao se lidar com distúrbios miccionais e do assoalho pélvico, e ao se realizarem alguns procedimentos cirúrgicos envolvendo o trato genitourinário. Em vários procedimentos cirúrgicos, a associação de cistoscopia é uma maneira de aumentar as chances de detectar, ainda durante a cirurgia, eventual lesão ao trato urinário, para que essa lesão seja corrigida no mesmo momento. Em alguns procedimentos, porém, o risco de lesão é mais elevado, e a cistoscopia passa a ser um passo obrigatório da cirurgia. Assinale a alternativa que indica um procedimento cirúrgico em que a realização de cistoscopia intraoperatória é indicada, pela literatura:
Sling sintético retropúbico → Cistoscopia intraoperatória obrigatória para detectar lesão vesical.
A cistoscopia intraoperatória é considerada obrigatória em procedimentos de sling sintético retropúbico (como TVT) devido ao risco significativo de lesão vesical durante a passagem das agulhas. A detecção precoce permite a correção imediata, prevenindo complicações graves como fístulas.
A cistoscopia intraoperatória é uma ferramenta diagnóstica e preventiva crucial em diversas cirurgias pélvicas e uroginecológicas, visando identificar e corrigir lesões do trato urinário no momento da cirurgia. Embora o risco de lesão seja inerente a muitos procedimentos, em alguns, a probabilidade é tão elevada que a cistoscopia se torna um passo mandatório para a segurança do paciente. O sling sintético retropúbico, como o TVT (Tension-free Vaginal Tape), é um procedimento comum para o tratamento da incontinência urinária de esforço. Durante a passagem das agulhas para posicionar a fita, há um risco significativo de perfuração da bexiga ou uretra devido à proximidade anatômica. A cistoscopia permite ao cirurgião visualizar o interior da bexiga e uretra para confirmar a integridade dessas estruturas, detectando qualquer lesão que possa ter ocorrido. A detecção e reparo imediato de uma lesão vesical durante a cirurgia são fundamentais para prevenir complicações graves pós-operatórias, como fístulas urinárias, infecções e a necessidade de reintervenções. Ignorar a cistoscopia nesses casos aumenta substancialmente o risco de morbidade para a paciente, tornando-a uma prática essencial e recomendada pela literatura para garantir a segurança e o sucesso do procedimento.
Os principais riscos incluem lesão da bexiga, ureteres e uretra, que podem ocorrer por laceração, perfuração, ligadura acidental ou isquemia. Essas lesões podem levar a fístulas, infecções e disfunção urinária.
No sling retropúbico, as agulhas são passadas através do espaço retropúbico, próximo à bexiga e uretra. A cistoscopia permite visualizar a parede interna da bexiga e uretra para confirmar a ausência de perfuração ou lesão por agulha antes do término do procedimento.
Uma lesão vesical não detectada pode resultar em extravasamento de urina para a cavidade peritoneal ou tecidos adjacentes, levando a peritonite urinária, formação de urinoma, infecção, dor e, a longo prazo, fístulas vesicovaginais ou vesicocutâneas, exigindo reintervenção.
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