HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Homem, 62 anos de idade, foi admitido em Pronto Socorro por quadro de hematúria vesical macroscópica. Após passagem de sonda vesical de 3 vias e instalação de irrigação vesical com solução fisiológica gelada, a hematúria persiste após 3 dias. Qual é a conduta mais adequada nesta situação?
Hematúria macroscópica persistente após irrigação → Cistoscopia para diagnóstico e tratamento.
A cistoscopia é a conduta mais adequada quando a hematúria macroscópica persiste apesar da irrigação vesical. Ela permite identificar a origem do sangramento, remover coágulos e, em muitos casos, realizar hemostasia ou biópsia, sendo diagnóstica e terapêutica.
A hematúria macroscópica é uma condição urológica comum que pode variar de benigna a indicativa de patologias graves, como neoplasias urológicas. A persistência do sangramento, mesmo após medidas iniciais como a irrigação vesical, sinaliza a necessidade de uma investigação mais aprofundada e intervenção. É crucial que o residente saiba identificar a gravidade e a urgência do quadro. A fisiopatologia da hematúria pode envolver diversas causas, desde infecções e cálculos até tumores e malformações vasculares. Quando a irrigação vesical com solução fisiológica gelada falha em controlar o sangramento, a cistoscopia emerge como o método diagnóstico e terapêutico de escolha. Este procedimento permite a visualização direta da uretra e bexiga, identificando a origem do sangramento, removendo coágulos que podem causar obstrução e, em muitos casos, realizando a hemostasia por fulguração. O tratamento da hematúria persistente visa primeiramente a estabilização do paciente e o controle do sangramento. A cistoscopia não só elucida a causa, mas também pode resolver o problema agudo. Outras opções, como a embolização, são consideradas em casos refratários ou quando a cistoscopia não é viável ou eficaz, geralmente para sangramentos de origem mais proximal ou difusa. O prognóstico depende da causa subjacente e da prontidão da intervenção.
Hematúria macroscópica abundante, presença de coágulos que podem causar retenção urinária e falha na irrigação vesical contínua em controlar o sangramento são sinais de gravidade.
A cistoscopia permite visualizar diretamente a bexiga e uretra, identificar o local do sangramento, remover coágulos obstrutivos e realizar intervenções como fulguração ou biópsia para controle, sendo diagnóstica e terapêutica.
A embolização é uma opção para casos de hematúria refratária à cistoscopia ou quando a fonte do sangramento é de difícil acesso endoscópico, como em sangramentos prostáticos ou vesicais difusos intratáveis.
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