HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Sobre cistos mesentéricos e do omento, assinale V (verdadeiro) ou F (falso): [ ] Os cistos mesentéricos são os mais frequentes podendo localizar-se em qualquer parte entre o duodeno e o reto. [ ] A apresentação clínica é variada e podem se apresentar como: assintomáticos, dor abdominal crônica ou abdome agudo. [ ] Os exames sanguíneos não são úteis para fazer o diagnóstico. [ ] O deslocamento do gás intestinal ou raramente a presença de calcificações poderão ser observadas na radiografia simples do abdômen. [ ] O ultra-som é muito usado para a demonstração da massa cística e muito eficiente para visualização de septações e conteúdo de seu fluido.
Cistos mesentéricos/omentais: apresentação variada (assintomático a abdome agudo); USG é útil, mas TC/RM são mais eficientes para detalhes.
Cistos mesentéricos e do omento são raros, com apresentação clínica inespecífica. Embora o ultrassom seja uma ferramenta de triagem valiosa, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) oferecem uma caracterização mais detalhada da massa cística, suas septações, conteúdo e relação com estruturas adjacentes, sendo mais eficientes para o planejamento cirúrgico.
Cistos mesentéricos e do omento são lesões raras, geralmente benignas, que podem se originar de remanescentes linfáticos, mesoteliais ou entéricos. Sua incidência é baixa, mas o conhecimento sobre eles é importante devido à variedade de apresentações clínicas e à necessidade de diagnóstico diferencial com outras massas abdominais. Eles podem ser encontrados em qualquer parte do mesentério, do duodeno ao reto, e no omento maior ou menor. A apresentação clínica é extremamente variável, desde achados incidentais em exames de imagem realizados por outras razões, até dor abdominal crônica, distensão, massa palpável ou, em casos de complicações como torção, ruptura, infecção ou hemorragia, um quadro de abdome agudo. Exames laboratoriais geralmente não são diagnósticos, mas podem auxiliar na avaliação de complicações. O diagnóstico por imagem é fundamental. A radiografia simples pode mostrar achados inespecíficos. O ultrassom é frequentemente o primeiro exame, demonstrando a natureza cística da lesão. No entanto, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são mais eficientes para uma caracterização detalhada, incluindo a presença de septações, o tipo de conteúdo (líquido, gordura, muco) e a relação com estruturas vasculares e intestinais, informações cruciais para o planejamento cirúrgico, que é o tratamento definitivo.
Os cistos mesentéricos podem ser assintomáticos e descobertos incidentalmente, ou causar dor abdominal crônica inespecífica. Em casos de complicações como torção, ruptura ou infecção, podem se manifestar como um quadro de abdome agudo.
A radiografia simples de abdômen geralmente não é diagnóstica, mas pode mostrar achados inespecíficos como deslocamento de alças intestinais, massa de partes moles ou, raramente, calcificações, sugerindo a presença de uma lesão intra-abdominal.
Embora o ultrassom seja útil para detectar a natureza cística, a TC oferece uma visão mais abrangente da localização exata, tamanho, espessura da parede, presença de septações, conteúdo (líquido, gordura, hemorragia) e relação com órgãos adjacentes, sendo crucial para o planejamento cirúrgico.
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