FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Cistos de colédoco são dilatações simples do ducto biliar comum. Por serem raros, apresentam incidência de cerca de um a cada 100.000/150.000 nascidos vivos, com preponderância para o sexo feminino. Eles são classificados de acordo com a sua localização, e sua frequência é variável. Em relação à classificação dos cistos de colédoco, assinale a alternativa correta.
Cisto colédoco tipo III (coledococele) = dilatação distal intrapancreática do ducto biliar comum.
Os cistos de colédoco são dilatações congênitas da árvore biliar, classificadas pela sistema de Todani. O tipo III, também conhecido como coledococele, é uma dilatação específica confinada à porção intrapancreática distal do ducto biliar comum, que se projeta para o duodeno. É importante diferenciar os tipos para o planejamento terapêutico adequado.
Os cistos de colédoco são anomalias congênitas raras da árvore biliar, caracterizadas por dilatações segmentares ou difusas dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. Embora incomuns, sua importância clínica reside no risco de complicações graves, como colangite, pancreatite, litíase biliar e, mais preocupante, o potencial de malignização para colangiocarcinoma, especialmente em tipos específicos. A prevalência é maior em mulheres e em populações asiáticas. A classificação mais aceita para os cistos de colédoco é a de Todani, que os divide em cinco tipos principais: Tipo I (o mais comum, dilatação fusiforme ou sacular do ducto biliar comum extra-hepático), Tipo II (divertículo do ducto biliar comum), Tipo III (coledococele, dilatação da porção intrapancreática do ducto biliar comum que se projeta para o duodeno), Tipo IV (dilatações múltiplas, intra e/ou extra-hepáticas) e Tipo V (doença de Caroli, dilatação cística dos ductos biliares intra-hepáticos). O diagnóstico geralmente é feito por ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPER). O tratamento dos cistos de colédoco é predominantemente cirúrgico, visando a ressecção completa do cisto para prevenir complicações e o risco de malignidade, seguida de uma reconstrução biliodigestiva, geralmente uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. Para residentes e estudantes, é crucial compreender a classificação de Todani para guiar o diagnóstico e o planejamento cirúrgico, bem como o acompanhamento a longo prazo devido ao risco de colangiocarcinoma.
A classificação mais utilizada para os cistos de colédoco é a de Todani, que os divide em cinco tipos principais (I a V) com base na localização e morfologia da dilatação biliar.
O cisto de colédoco tipo III, ou coledococele, é caracterizado por uma dilatação confinada à porção distal intrapancreática do ducto biliar comum, que se projeta para o lúmen duodenal.
O cisto de colédoco tipo I é o mais comum, representando cerca de 80-90% dos casos, e envolve uma dilatação fusiforme ou sacular do ducto biliar comum extra-hepático.
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