SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em relação aos cistos de colédoco, assinale a afirmativa INCORRETA.
Cisto de colédoco → Tríade: dor abdominal + icterícia + massa palpável (mais comum em crianças).
Cistos de colédoco são dilatações congênitas com alto risco de malignização; a ressecção completa é mandatória, e a descompressão inicial facilita a dissecção em casos gigantes.
Cistos de colédoco representam anomalias congênitas raras das vias biliares, frequentemente associadas a uma junção pancreatobiliar anômala. Essa anatomia permite o refluxo de suco pancreático para a via biliar, causando inflamação crônica, formação de cálculos e dilatação progressiva. O tratamento padrão-ouro é a excisão completa do cisto com reconstrução em Y de Roux (hepaticojejunostomia), visando prevenir a estase biliar e a transformação maligna. Na prática cirúrgica, cistos gigantes podem apresentar desafios técnicos significativos devido à compressão de órgãos adjacentes e distorção da anatomia vascular. Ao contrário do que sugere o senso comum de manter a peça íntegra, a abertura e esvaziamento do cisto facilitam a identificação do plano de clivagem entre a parede do cisto e a veia porta ou a artéria hepática, tornando o procedimento mais seguro.
O colangiocarcinoma é a complicação mais temida, ocorrendo em até 30% dos adultos não tratados. A inflamação crônica causada pelo refluxo de suco pancreático para a via biliar predispõe à metaplasia e transformação maligna, justificando a ressecção total da via biliar dilatada assim que o diagnóstico é estabelecido.
A Classificação de Todani divide os cistos em 5 tipos: Tipo I (dilatação fusiforme do colédoco, o mais comum), Tipo II (divertículo biliar), Tipo III (coledococele), Tipo IV (múltiplas dilatações intra e extra-hepáticas) e Tipo V (Doença de Caroli, dilatações apenas intra-hepáticas).
A descompressão por aspiração ou abertura controlada no início da dissecção reduz o volume da massa, o que melhora a visualização do campo operatório e permite uma dissecção mais segura dos vasos hilares e do tecido pancreático adjacente, minimizando riscos de lesões iatrogênicas em estruturas nobres.
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