SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Os cistos biliares, também denominados malformações do colédoco, são dilatações císticas que podem ocorrer isoladamente ou em múltiplos ao longo da árvore biliar. Eles foram originalmente denominados cistos de colédoco devido ao envolvimento do ducto biliar extra-hepático. No entanto, a classificação clínica original foi revisada em 1977 para incluir cistos intra-hepáticos. Os cistos biliares estão associados a complicações significativas, como estenose ductal, formação de cálculos, colangite, pancreatite, ruptura e cirrose biliar secundária. Além disso, alguns tipos de cistos biliares apresentam alto risco de malignidade.Qual dentre as alternativas abaixo é o manejo terapêutico preferido para o cisto de colédoco tipo I?
Cisto de colédoco tipo I → excisão completa do cisto + hepáticojejunostomia em Y de Roux devido ao risco de malignidade.
Os cistos biliares, especialmente o tipo I (dilatação cística do ducto biliar comum), apresentam alto risco de malignidade. Por isso, o tratamento preferencial é a excisão cirúrgica completa do cisto, seguida de uma reconstrução biliodigestiva, geralmente uma hepáticojejunostomia em Y de Roux.
Os cistos biliares, também conhecidos como malformações do colédoco, são dilatações congênitas ou adquiridas da árvore biliar. Eles são classificados pela classificação de Todani em cinco tipos, sendo o tipo I a dilatação cística do ducto biliar comum, o mais frequente. A importância clínica reside no alto risco de complicações, incluindo malignidade, principalmente o colangiocarcinoma. A fisiopatologia dos cistos biliares é complexa, frequentemente associada a uma junção biliopancreática anômala, que permite o refluxo de suco pancreático para a via biliar, causando inflamação crônica e dilatação. O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM). A suspeita deve surgir em pacientes com dor abdominal, icterícia ou massa palpável. O manejo terapêutico preferencial para o cisto de colédoco tipo I é a excisão cirúrgica completa do cisto, seguida de uma reconstrução biliodigestiva, geralmente uma hepáticojejunostomia em Y de Roux. Essa abordagem visa remover todo o tecido cístico com potencial maligno e restabelecer o fluxo biliar, prevenindo complicações futuras e reduzindo o risco de câncer. Drenagens internas são consideradas inadequadas devido à persistência do risco de malignidade.
A classificação de Todani divide os cistos biliares em cinco tipos principais com base em sua morfologia e localização. Essa classificação é crucial para determinar o risco de malignidade e guiar a estratégia terapêutica mais adequada para cada tipo.
A excisão completa do cisto é preferida devido ao alto risco de desenvolvimento de colangiocarcinoma na parede cística, mesmo após a drenagem. A remoção total do tecido cístico elimina essa fonte de malignidade.
Cistos biliares não tratados estão associados a complicações como estenose ductal, formação de cálculos, colangite recorrente, pancreatite, ruptura do cisto e, mais gravemente, o desenvolvimento de colangiocarcinoma.
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