ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 73 anos, assintomática, realizou tomografia de abdômen com contraste que mostrou lesão de 2 cm em cabeça do pancreas de aspecto "em favo de mel". Foi solicitada ultrassonografia endoscópica com punção por agulha fina, cuja análise do aspirado mostrou CEA: 100 ng/mL e amilase de 90 UI/L. A melhor conduta neste momento é.
Cisto microcístico (favo de mel) + CEA < 192 + Amilase baixa = Cistoadenoma Seroso → Observar.
O cistoadenoma seroso é uma lesão benigna com baixo potencial de malignização. O aspecto de 'favo de mel' e marcadores baixos no aspirado confirmam a benignidade, permitindo seguimento conservador.
As neoplasias císticas do pâncreas são achados incidentais frequentes devido ao avanço da imagem. A diferenciação entre lesões mucinosas (potencialmente malignas) e serosas (benignas) é o ponto chave. O Cistoadenoma Seroso apresenta-se tipicamente como uma lesão microcística. A análise do líquido obtido por ecoendoscopia (FNA) auxilia na diferenciação: o CEA é o marcador mais acurado para excluir mucina, enquanto a amilase baixa ajuda a excluir pseudocistos (que comunicam com o ducto pancreático). No caso de um cistoadenoma seroso clássico, o risco de transformação maligna é inferior a 1%, justificando a conduta expectante.
É o achado clássico do Cistoadenoma Seroso, caracterizado por múltiplos microcistos separados por septos finos, muitas vezes com uma cicatriz central calcificada.
Valores baixos (< 192 ng/mL) sugerem lesões não mucinosas (como o cistoadenoma seroso). Valores altos sugerem lesões mucinosas (como IPMN ou Cistoadenoma Mucinoso), que têm potencial maligno.
A conduta padrão é a observação com exames de imagem periódicos (TC ou RM), reservando a cirurgia apenas para casos sintomáticos ou com crescimento rápido.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo