PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Você atende uma paciente de 30 anos, nuligesta, com desejo de gestação, que veio à consulta de retorno da cirurgia de ooforectomia de ovário esquerdo, com o seguinte resultado no anátomo patológico: macroscopia - apresenta ovário esquerdo com tumor de 20cm, unilocular com conteúdo fluido seroso com projeções papilares na parede interna. Microsopia apresenta diagnóstico de cistoadenoma seroso. Qual a conduta deverá ser seguida para a paciente?
Cistoadenoma seroso = tumor ovariano epitelial benigno; ooforectomia unilateral é curativa, exigindo apenas seguimento habitual.
O diagnóstico histopatológico de cistoadenoma seroso confirma a natureza benigna da lesão, tornando a ooforectomia um tratamento curativo. Mesmo em tumores grandes, não há indicação de cirurgia adicional, quimioterapia ou estadiamento, apenas seguimento ginecológico de rotina.
O cistoadenoma seroso é o tumor epitelial benigno mais comum do ovário, frequentemente encontrado em mulheres em idade reprodutiva. Geralmente são lesões císticas, uniloculares, de conteúdo seroso, que podem atingir grandes dimensões. A sua importância clínica reside no diagnóstico diferencial com as neoplasias malignas e borderline, que requerem uma abordagem terapêutica mais agressiva. O diagnóstico é suspeitado por exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica, que evidencia as características da massa anexial. Marcadores tumorais, como o CA-125, podem ser solicitados, mas têm baixa especificidade em mulheres na pré-menopausa. A confirmação diagnóstica é obtida através do exame anatomopatológico da peça cirúrgica, que no caso do cistoadenoma, revela um epitélio de revestimento simples, sem atipias ou invasão estromal. O tratamento do cistoadenoma seroso é cirúrgico e, em mulheres jovens com desejo de preservar a fertilidade, opta-se pela ooforectomia unilateral ou ooforoplastia (cistectomia). Uma vez que o laudo anatomopatológico confirma a benignidade, o tratamento é considerado curativo. Não há necessidade de quimioterapia, radioterapia ou cirurgias de estadiamento. O seguimento é o ginecológico habitual, sem protocolos específicos de vigilância oncológica.
Características que sugerem benignidade incluem ser unilocular, ter paredes finas e lisas, ausência de componentes sólidos ou septos espessos, e ausência de ascite ou fluxo ao Doppler. No entanto, o diagnóstico definitivo é sempre histopatológico.
A conduta é a exérese cirúrgica da lesão (ooforectomia ou ooforoplastia), preservando o ovário contralateral e o útero. Se a histologia confirma benignidade, a cirurgia é curativa e a paciente pode seguir com o planejamento gestacional.
A diferenciação definitiva é histopatológica. O cistoadenocarcinoma apresenta atipia celular, invasão estromal e maior complexidade arquitetural. Clinicamente, marcadores tumorais como o CA-125 podem estar mais elevados em lesões malignas, mas não são específicos.
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