FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Em relação aos tumores císticos do pâncreas, é correto afirmar que
Cistoadenoma mucinoso: calcificações periféricas na TC e CEA > 250 ng/mL no líquido cístico.
Os tumores císticos do pâncreas são um grupo heterogêneo de lesões com diferentes potenciais de malignidade. O cistoadenoma mucinoso é uma lesão pré-maligna ou maligna, mais comum em mulheres, que frequentemente apresenta calcificações periféricas na tomografia e níveis elevados de CEA no líquido cístico, indicando sua natureza mucinosa e potencial maligno.
Os tumores císticos do pâncreas representam um grupo heterogêneo de lesões que variam desde cistos benignos até lesões com alto potencial de malignidade. A correta diferenciação entre esses tipos é crucial para o manejo adequado, que pode variar desde a observação até a ressecção cirúrgica. A epidemiologia e as características clínicas e radiológicas são fundamentais para o diagnóstico diferencial, sendo um tema de grande relevância para residentes de cirurgia, gastroenterologia e radiologia. Entre os tumores císticos, destacam-se o cistoadenoma mucinoso (CM), o cistoadenoma seroso (CS) e a neoplasia intraductal papilar mucinosa (IPMN). O cistoadenoma mucinoso é mais comum em mulheres, geralmente localizado no corpo ou cauda do pâncreas, e é considerado uma lesão pré-maligna ou maligna. Radiologicamente, pode apresentar calcificações periféricas na parede do cisto. A análise do líquido cístico, obtido por punção, é diagnóstica, com níveis elevados de Antígeno Carcinoembrionário (CEA) (>250 ng/mL) sendo um forte indicativo de lesão mucinosa. Em contraste, o cistoadenoma seroso é geralmente benigno, mais comum em idosos, e apresenta um aspecto microcístico ou em 'favo de mel' na imagem, com células ricas em glicogênio e baixos níveis de CEA no líquido cístico. O tratamento dos tumores císticos depende do tipo e do potencial de malignidade. Cistoadenomas mucinosos e IPMNs com características de alto risco geralmente requerem ressecção cirúrgica devido ao seu potencial de malignização. Cistoadenomas serosos, por serem benignos, podem ser apenas observados, a menos que causem sintomas ou haja incerteza diagnóstica. A decisão de ressecar ou observar é complexa e baseia-se em uma avaliação multidisciplinar que considera as características da lesão, a idade do paciente, comorbidades e a experiência do centro.
O cistoadenoma mucinoso é mais comum em mulheres, geralmente no corpo/cauda, pode ter calcificações periféricas e CEA elevado no líquido cístico, com potencial maligno. O cistoadenoma seroso é mais comum em idosos, tem aspecto microcístico ou em 'favo de mel', células ricas em glicogênio, e é quase sempre benigno.
O CEA no líquido cístico é um marcador importante para diferenciar lesões mucinosas (como cistoadenoma mucinoso e IPMN) de lesões não mucinosas (como cistoadenoma seroso ou pseudocisto). Níveis de CEA acima de 200-250 ng/mL são altamente sugestivos de lesão mucinosa, indicando maior risco de malignidade.
A ressecção é geralmente indicada para lesões com potencial maligno, como cistoadenomas mucinosos e IPMNs com características de alto risco (nódulo mural, ducto principal dilatado, tamanho >3 cm). Cistoadenomas serosos, por serem benignos, são frequentemente observados, a menos que sejam sintomáticos ou haja incerteza diagnóstica.
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