FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Paciente de 43 anos, sexo masculino, submetido há 30 dias à apendicectomia devido a hipótese diagnóstica de apendicite aguda. O anatomopatológico denota cistoadenocarcinoma de apêndice cecal, de 2,5 cm de extensão, em base apendicular, com invasão de mesoapêndice. Qual a conduta adequada ao caso citado?
Cistoadenocarcinoma apendicular >2cm ou com invasão de mesoapêndice → Hemicolectomia direita com linfadenectomia.
Cistoadenocarcinoma de apêndice cecal com extensão >2cm ou invasão de mesoapêndice não é tratado apenas com apendicectomia. A conduta adequada é a hemicolectomia direita com linfadenectomia para garantir margens livres e estadiamento completo, crucial para o prognóstico.
O cistoadenocarcinoma de apêndice cecal é uma neoplasia rara, mas com potencial de malignidade. O diagnóstico muitas vezes ocorre incidentalmente após uma apendicectomia realizada por suspeita de apendicite aguda. A conduta terapêutica depende de fatores como o tamanho do tumor, o status das margens cirúrgicas e a presença de invasão local ou disseminação. No caso de um cistoadenocarcinoma de apêndice com mais de 2,5 cm de extensão e invasão do mesoapêndice, como descrito na questão, a apendicectomia simples é considerada insuficiente como tratamento definitivo. A presença de invasão do mesoapêndice indica um risco aumentado de disseminação linfática e exige uma ressecção oncológica mais radical. A conduta adequada nesses casos é a hemicolectomia direita, que envolve a ressecção do ceco, do apêndice, da porção distal do íleo e do cólon ascendente proximal, juntamente com a linfadenectomia regional. Isso garante margens cirúrgicas livres e permite um estadiamento linfonodal adequado, que é crucial para o prognóstico e para a decisão sobre terapias adjuvantes. Residentes devem estar cientes de que tumores apendiculares malignos com características de agressividade requerem uma abordagem cirúrgica mais extensa do que uma apendicectomia simples.
A apendicectomia isolada não é suficiente quando o tumor tem mais de 2 cm, há invasão da base apendicular, invasão do mesoapêndice, ou evidência de doença disseminada, necessitando de uma ressecção mais ampla e oncológica.
A conduta cirúrgica recomendada é a hemicolectomia direita, que inclui a ressecção do ceco, parte do cólon ascendente e o mesentério associado, juntamente com a linfadenectomia regional para estadiamento e controle da doença.
A linfadenectomia é importante para o estadiamento preciso da doença, identificando a presença de metástases linfonodais, o que influencia o prognóstico e a necessidade de terapias adjuvantes, como quimioterapia, para otimizar o tratamento.
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