Cisto do Segundo Arco Branquial: Diagnóstico e Manejo

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 16 anos, procura o ambulatório de Cirurgia queixando massa cervical que observou há cerca de 1 ano. Nega dor local ou sinais de inflamação. Ao exame físico, observamos massa de cerca de 7cm de diâmetro, de consistência aparentemente cística, móvel, de localização latera à direita, na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo, indolor à palpação. Não foram observados orifícios fistulosos ou sinais flogísticos locais. Sobre o caso acima, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A hipótese mais provável seria de cisto tireoglosso devido a consistência cística e sua mobilidade à palpação.
  2. B) Caso a tomografia confirme a natureza cística da lesão, podemos inferir que a doença é provavelmente congênita por anomalia no 2º. arco branquial.
  3. C) A ultrassonografia deve confirmar o diagnóstico de tuberculose ganglionar, indicando ressecção cirúrgica da lesão e antibioticoterapia.
  4. D) A ressonância magnética é o exame de imagem de escolha para o caso por fechar o diagnóstico de laringocele.

Pérola Clínica

Massa cervical lateral cística, móvel, indolor na borda anterior do ECM em adolescente → Cisto do 2º arco branquial.

Resumo-Chave

Cistos do segundo arco branquial são as anomalias congênitas cervicais laterais mais comuns, resultantes da falha de obliteração do segundo sulco branquial. Apresentam-se como massas indolores, císticas e móveis, geralmente na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo.

Contexto Educacional

O cisto do segundo arco branquial representa a anomalia congênita cervical lateral mais frequente, originando-se da falha de involução do segundo sulco branquial durante o desenvolvimento embrionário. Embora presente desde o nascimento, frequentemente se manifesta clinicamente na adolescência ou início da idade adulta, muitas vezes após uma infecção de vias aéreas superiores que causa aumento de volume. Clinicamente, apresenta-se como uma massa cística, indolor e móvel, localizada tipicamente na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo, no terço médio ou inferior do pescoço. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a ultrassonografia e a tomografia computadorizada são exames de imagem úteis para confirmar a natureza cística da lesão, avaliar sua extensão e descartar outras etiologias. É crucial diferenciá-lo de outras massas cervicais, como linfonodomegalias, cistos tireoglossos e tumores. O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa do cisto e seu trajeto fistuloso, se presente, para evitar recorrências e infecções. A cirurgia é geralmente eletiva, mas pode ser realizada após o controle de um processo infeccioso agudo. O prognóstico é excelente após a ressecção adequada, com baixas taxas de recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas de um cisto do segundo arco branquial?

O cisto do segundo arco branquial tipicamente se apresenta como uma massa cervical lateral, cística, móvel e indolor, localizada na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo. Geralmente é notado na adolescência ou início da idade adulta.

Como diferenciar um cisto branquial de outras massas cervicais?

A localização é chave: cistos branquiais são laterais, enquanto cistos tireoglossos são mediais. Linfonodomegalias inflamatórias ou neoplásicas podem ser mais firmes e dolorosas ou ter características de malignidade. Exames de imagem como ultrassonografia e TC auxiliam na diferenciação.

Qual o tratamento para o cisto do segundo arco branquial?

O tratamento definitivo para o cisto do segundo arco branquial é a ressecção cirúrgica completa. Isso é importante para prevenir infecções recorrentes e para confirmação histopatológica do diagnóstico.

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